quarta-feira, 26 de abril de 2017

Jogo da Baleia Azul

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Como os educadores podem alertar
pais e jovens sobre os perigos?
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O noticiário da última semana foi tomado com reportagens sobre a prática do “Jogo da Baleia Azul”, uma espécie de gincana, disputada pelas redes sociais, que propõe desafios sinistros aos adolescentes, como fazer selfies assistindo a filmes de terror, atravessar a rua devagar e até automutilar-se. A psicóloga Camila Cury, do programa educacional Escola da Inteligência, alerta que em casos mais graves, o jogo pode levar os jovens a cometerem suicídio e que o diálogo aberto entre pais, escola, crianças e adolescentes é imprescindível para evitar tragédias.

De acordo com a psicóloga, fundadora do Programa Educacional que tem como objetivo desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar, é importante que todas as pessoas que convivem com crianças e adolescentes fiquem atentos a possíveis mudanças de comportamento. “Vivemos em uma sociedade em que os índices de depressão são muito altos. Os educadores, que fazem parte da formação destes jovens, devem trabalhar profundamente a educação das emoções e da inteligência. Isso irá refletir na melhoria dos índices de aprendizagem, na redução da indisciplina, no aprimoramento das relações interpessoais e também no aumento da participação da família na formação integral dos alunos”, explica.

As evidências sobre a brincadeira são alarmantes: na Rússia (possivelmente o local no qual a prática surgiu), em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício - dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.

No Brasil, o jogo tem preocupado as autoridades. Em três Estados, pelo menos, já existem investigações abertas para apurar mortes e tentativas de suicídio.

Para Camila Cury, jovens com habilidades para construir relações saudáveis e administrar conflitos terão segurança, autoestima, autocontrole, e por consequência ficariam fora de jogos que estimulem a automutilação e o suicídio. “Professores e pais devem estar sempre abertos ao diálogo. Os adolescentes sem laços familiares fortalecidos e com baixa estima estarão mais vulneráveis a este tipo de conduta autodepreciativa”, esclarece.

Segundo a Organização Mundial da Saúde pelo menos 90% dos casos o suicídio pode ser prevenido, pois estão associados a psicopatologias diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. “O desenvolvimento das habilidades socioemocionais, melhora a capacidade de trabalhar perdas e frustações. Deste modo, os jovens aprenderão a valorizar seu bem mais precioso: a vida”, finaliza Camila Cury.


Sobre a Escola da Inteligência

A Escola da Inteligência é a primeira empresa do Grupo Educacional Augusto Cury e foi criada em dezembro de 2010 na cidade de Colina - SP. Desde 2012, a Escola passou a funcionar em Ribeirão Preto, sob a direção de Camila Cury e Bruno Oliveira.

O Programa inovador é aplicado em 1 hora/aula por semana, dentro da grade curricular, como uma nova disciplina ou dentro de uma disciplina já existente e conta com o auxílio de materiais impressos e audiovisuais, avaliação do desenvolvimento da inteligência socioemocional e formação dos professores, para ensinar os alunos sobre o funcionamento da mente e os comportamentos humanos.

A metodologia da Escola da Inteligência é específica para cada faixa etária, e envolve as seguintes áreas do saber: Neurociência, Psicologia e Filosofia. Atualmente, o Programa atende diretamente mais de 300 mil alunos em instituições privadas e públicas no Brasil.

O site do programa é o www.escoladainteligencia.com.br

Fonte: Medialink Comunicação

sábado, 15 de abril de 2017

A Revelação do Caráter

~Semana da Páscoa~

“Nós, homens altivos, não passamos de pobres pecadores, limitados e ignorantes; construindo castelos no ar e empregando mil artes e artimanhas, mais e mais nos afastamos de nosso alvo. Senhor, dá que olhemos para a tua salvação. Não permitas que nos apeguemos ao que é passageiro e que nos entreguemos à vaidade. Dá que em simplicidade vivamos a nossa vida, crentes e alegres, assim como as crianças fazem.” 
Matt hias Claudius, 1740-1815, poeta alemão
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“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” 
(I Co. 1:18). 

A loucura da cruz é que ela expõe a vergonha do mundo. Revela o que há de pior nas pessoas. Revelou a traição de Judas, a covardia de Pedro, o medo dos discípulos, a hipocrisia dos sacerdotes, a irresponsabilidade de Pilatos, a fé egoísta e interesseira de um dos ladrões, a disputa cínica dos soldados. Foi a cruz que expôs a corrupção do poder, a injustiça dos sistemas políticos, a falsidade dos interesses religiosos. É por isso que Paulo afirma que “certamente”, sem sombra de dúvidas, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem. Ela denuncia a loucura humana. Por outro lado ela é também o poder de Deus, revela o que
há de melhor nas pessoas. Revelou o melhor do outro ladrão, cuja fé humilde e sincera, o conduziu à salvação; o melhor de Simão, o cirineu, que carregou sobre si a pesada cruz do Senhor; o melhor de José de Arimatéia que tirou Jesus da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o sepultou.
A cruz sempre revelou o melhor e o pior nas pessoas. Para uns, é loucura, denuncia a perdição; para outros é o poder de Deus, demonstra a salvação.
Quando você se vê diante da cruz de Cristo, o que é que ela revela sobre sua vida?

Intercessão
Ore para que a cruz seja o único instrumento revelador do nosso caráter, que tenhamos coragem de olhar para ela e conhecer o que há de bom e ruim em nós.

Oração
Senhor, tenho buscado noutros espelhos conhecer minha face. Alguns mostram imagens que gosto de ver, alimentam meu ego e vaidade, outros mostram aquilo que me assusta e logo me afasto. Ambos mostram imagens imperfeitas, corrompidas e maculadas. Imagens de homens. Só o Senhor é a imagem perfeita, o homem completo, aquele de quem fui criado imagem e semelhança. Somente o Senhor pode refazer minha imagem corrompida e perdida. Amém.

Extraído:   Publicação Editora Ultimato "Para Celebrar a Páscoa " -  Ricardo Barbosa

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ainda Não...

~Semana da Páscoa~

“Senhor, não é minha oração, não são minhas lágrimas, não é minha ação nem meu sofrimento, não é minha luta nem minha esperança que me salvam. 
É tua graça, nada mais.”  
(Eva Von Thiele-Winkler, século 19)
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“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

Eu gosto quando o apóstolo Paulo usa o advérbio “ainda”. Fala de alguma coisa não concluída, incompleta, em formação. Deus vem a nós quando ainda não somos. Ainda não somos os homens e mulheres que deveríamos ser, ainda não amamos como deveríamos amar, ainda não somos os amigos que gostaríamos de ser, ainda não somos honestos, verdadeiros, sinceros… ainda não… Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores, e sua morte continua demonstrando seu amor a nós que ainda continuamos pecando.
O “ainda não” fará sempre parte da nossa experiência espiritual, da nossa necessidade de salvação, da nossa vida comunitária. O amor de Deus é manifestado a nós enquanto ainda lutamos com nossas limitações, finitudes e pecados. Precisamos também aprender a usar este advérbio e demonstrar nosso amor àqueles que também “ainda não” chegaram a ser.
A igreja é uma comunidade que ainda aguarda a plena salvação. Você tem tido para com os outros a mesma paciência que Deus tem com você?

Intercessão
Reconheça que ainda não chegou a ser o que Deus espera de você e ore para que seu amor para com os que ainda também não são seja mediado pela graça manifestada na cruz de Cristo.

Oração
É bom saber que provas teu amor vindo a nós quando o pecado ainda faz parte de nossa vida, que não esperas de nós a perfeição, a pureza, para nos amar; que nos amas assim como somos, pecadores e imperfeitos. Somente um amor assim nos dá forças para lutar contra o pecado, para confessá-lo e seguir no caminho da fé, aprendendo, ouvindo, provando e crescendo. Amém.

Extraído:   Publicação Editora Ultimato "Para Celebrar a Páscoa " -  Ricardo Barbosa

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Cruz e o Discípulo

~Semana da Páscoa~


“Voltar as costas a ti significa cair. Voltar o rosto a ti significa ressurgir. Viver em ti dá refúgio eterno. Em todas as nossas tarefas queiras dar-nos o teu apoio, em toda a nossa insegurança queiras guiar-nos, em todo o sofrimento dar-nos a tua paz.”                (Aurelius Augustinus) 
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“E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não  pode ser meu discípulo” (Lc. 14:27).

Há uma cruz que nos pertence, que nos identifica como discípulos de Cristo e sem a qual não podemos seguir no caminho da fé. Temos que aceitá-la e tomá-la. Não há nenhuma possibilidade de compreender e viver a vida da fé sem colocar no centro dela a cruz. Muitos pensam que a “sua cruz” é algum tipo de sofrimento, doença ou privação que devem ser suportados.
No entanto, a nossa cruz deve ser como a do nosso Senhor, uma escolha livre e consciente, um caminho de renúncia, uma opção pelo amor. A nossa cruz envolve a negação e a afirmação. Nela negamos tudo aquilo que representa a morte, o pecado, a mentira, os poderes e as ilusões; negamos aquilo que desumaniza e nos afasta do Criador. Nela, por outro lado, afirmamos a vida, o perdão, a graça, o amor; optamos por Deus, pelo seu reino de justiça e paz. Tomar a nossa cruz é escolher viver e morrer em obediência a Cristo, na comunhão do seu corpo e na esperança do reino.
A sua vida de fé inclui uma cruz? O caminho do discipulado com Cristo envolve negação e afirmação?

Intercessão
Interceda para que haja em nós disposição e coragem para seguir no caminho do discipulado com Cristo. Que os obstáculos e dificuldades sejam superados e vencidos pela fé, coragem e compromisso com o Senhor.

Oração
Senhor, nossa compreensão da cruz é ainda muito limitada. Abraçamos teu convite ao discipulado sem saber o que nos espera pela frente. São muitos os pregadores que prometem uma vida próspera, saudável e sem dificuldades. Mas o Senhor nos aponta outro caminho. Muitos desistiram, voltaram para casa. Ajuda-nos, fortalece-nos. Não queremos voltar, muito menos queremos uma vida medíocre. Dá-nos disposição para viver e morrer por ti. Amém.

Extraído:   Publicação Editora Ultimato "Para Celebrar a Páscoa "  Pr. Ricardo Barbosa

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Como Estou Vivendo?


…pois aquilo que o homem semear,
 isso também ceifará. v.7 
(Gálatas 6: 7 a 10)


Algumas pessoas envelhecem graciosamente, enquanto outras se tornam mal-humoradas e reclamam bastante. É importante saber como estamos vivendo, porque envelhecemos cada dia que passa.

As pessoas não se tornam irritadiças e mal-humoradas simplesmente porque estão envelhecendo. A velhice não precisa nos tornar hipercríticos e raivosos. Não. O mais provável é que nos tornemos aquilo que estamos desenvolvendo durante a nossa vida.

Paulo escreveu: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6:8). Aqueles que buscam o interesse próprio e pensam somente em si mesmos estão plantando as sementes que produzirão uma colheita de sofrimentos para si e para os outros. Por outro lado, aqueles que amam a Deus e se preocupam com o próximo estão semeando sementes que, em seu tempo, trarão uma colheita de alegria.

O autor, C S. Lewis colocou desta maneira: “Toda vez que você faz uma escolha está transformando a parte central do seu eu, a parte de você que faz escolhas, em algo um pouco diferente do que era antes.” Podemos escolher submeter as nossas vontades a Deus diariamente, pedindo-lhe que nos dê forças para vivermos para Ele e para os outros. À medida que Ele trabalha em nós, precisamos perguntar: Como estou vivendo?

As sementes que semeamos hoje determinam o tipo de fruto que colheremos amanhã.


Por: David Roper  (Devocional Presente Diário)


quarta-feira, 29 de março de 2017

Valores

Paulo respondeu: “Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas” (At 26.29).

Conta-se uma fábula de um príncipe que se orgulhava de sua coleção de 12 pratos de porcelana rara. Certo dia, o seu zelador, em um momento infeliz, sem querer quebrou uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou-o à morte. Às vésperas da execução, um sábio apresentou-se ao príncipe e pediu para ver os pratos. Ele aproximou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore, arrebentando-as todas. Então disse: – Pronto, meu senhor, assim fica resolvido o problema da sua preciosa coleção. Agora podeis mandar matar-me. Sacrifico-me em benefício dos que iriam morrer no futuro, quando cada uma dessas peças fosse quebrada separadamente.

Podemos achar um absurdo alguém valorizar mais um prato do que uma vida, mas vivemos em um mundo de valores invertidos, de atitudes semelhantes à desta fábula. Hoje muitos valorizam mais os bens do que a vida humana. É mais comum ver pessoas impacientes do que tolerantes. Gente com muitas posses, mas cada vez mais insatisfeita. Pessoas cultas, mas mesmo assim nada sábias. Um mundo de muitas extravagâncias e exageros, mas pouca fé e piedade.

Ver o mundo assim causa tristeza. Ficamos decepcionados com a atitude de muita gente. Mas, em vez de ficar desanimados com o gênero humano, devemos lembrar que Cristo se entregou por nós a fim de nos libertar desta maldade. Em um mundo que perdeu seus valores, devemos renunciar ao egoísmo e viver de maneira sensata e piedosa, falando do amor de Deus a quem estiver distante dele e dedicando-nos à prática das boas obras. Se for necessário, que quebremos alguns pratos e soframos as consequências em benefício de outros. – HSG

Valorize o que tem valor para Deus.


Extraído: Devocional Presente Diário 2017 - RTM