segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Campanha de Natal IBAB 2018




“O amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado”, disse Martinho Lutero, “mas cria o que vale a pena ser amado”. O amor é generativo. O amor é a ação que nos faz existir. Deus nos amou primeiro, e por isso viemos a existir. Deus escolheu amar. Escolher amar é um ato de fé. Amar é acreditar na possibilidade humana de ser. Amar é a capacidade de conviver com o que ainda não é, na esperança-confiança-fé de que virá a ser. Assim Deus nos escolhe em amor todos os dias. Assim devemos escolher uns aos outros. Agarrados na promessa de que seremos o que fomos criados para ser, nos abraçamos e seguimos juntos para realizar em fé a imagem e semelhança de Deus que habita em nós. Amar é um ato de esperança, um movimento em direção ao futuro que se vê apenas pela fé. Tendo deixado para trás as ignorâncias, ilusões e fantasias da meninice, amar é escolher o real, o mundo com todas as suas contradições. Amar é coisa para gente grande. Porque somente o amor é capaz da esperança e da fé. Somente o amor é capaz de acolher a imperfeição e apontar caminho de redenção, salvação e libertação. Quem ama não julga. Quem ama não condena. Quem ama não desiste: “o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”. Amar é acreditar. Amar é esperançar. Amar é andar por fé. Amar é profetizar que o que é em parte um dia será pleno. Amar é mover-se no tempo presente com os olhos no futuro prometido, é confrontar o que é com o que deve ser, e agir sem hesitação para que o que se vê pela venha a se tornar realidade. Quem ama tem esperança. Quem tem esperança, ama. Quem ama tem fé. Quem tem fé, ama. Enquanto ainda não temos e não somos tudo o que desejamos e tudo o que seremos, vivemos em fé, esperança e amor. Porque esperamos e cremos que um dia teremos e seremos tudo quanto Deus prometeu, escolhemos amar” (@silviakivitz )

Campanha de Natal @oficialibab 2018



sábado, 10 de novembro de 2018

Almas Perfumadas

Carlos Drummond Andrade
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser Abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave de sua presença soprando nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Quantas Mais? (O Teatro Mágico)

Mundo
Que é feito da nossa percepção
Se há defeito há solução...
Pra tudo o que nos acontece... de súbito

Penso
O peito cede caos e bom senso
O que assusta é o silêncio
O que assusta é o silêncio

Luas
Sempre cheias de serenatas tuas
Ideias semeadas
Quantas mais?
Historias
Fugas
e voltas

Tempo
Que só existe como eternidade
Fracionado por nossa vontade
Insiste em nos esperançar...!
Pros dias!

Ruas
Sempre cheias de sementes tuas
Lutas são presentes
Quantas mais?

Revoltas!

Clamam paz
de volta!


Quantas mais?
(Fernando Anitelli / Daniel Santiago)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Você encara o não como sentença ou desafio?


Quando nos deparamos com a palavra não em nosso caminho, seja na vida pessoal ou profissional, temos duas opções: encarar a situação como uma sentença ou como um desafio a ser conquistado. Particularmente, sempre encaro como um desafio. Um dos melhores exemplos que posso passar é como algumas crianças lidam com a questão. Diante de uma negativa, algumas choram, ficam tristes e se dão por vencidas, mas outras usam o não como uma alavanca para a busca do sim. Ficam mais determinadas, partem para outros artifícios e chegam a mudar completamente a abordagem para a conquista do tão esperado sim.

Quando trazemos essa realidade para a área profissional, temos que lidar com o não como um estimulante para alcançar nossos objetivos nas negociações. Para o vendedor, por exemplo, é uma excelente oportunidade de desenvolver técnicas para conquistar um cliente, já que ele é um dos profissionais que mais escuta a palavra não ao longo de toda a carreira. 

O não nos possibilita avaliar a situação de uma forma mais ampla, especuladora e nos força a encontrar um caminho diferenciado para que possamos chegar ao sim do triunfo. É preciso ter em mente que o diferencial entre uma vitória e uma derrota é como vamos lidar com os “nãos” que recebemos, para tentar encontrar uma saída cada vez mais assertiva no mundo dos negócios.

Todas as vezes que encontramos um desafio é fundamental lembrar que o não é um convite, é a premissa da busca pelo sim. O sim pelo sim de forma gratuita, não precisa de você, ele é autossuficiente. Por isso, a determinação, a inconformidade com o não é fundamental para nos manter vivos.  O não pode ser encarado como uma sentença ou como um desafio. Encare como um desafio!


Por: 
* Mário Rodrigues - diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas) www.ibvendas.com.br 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Lifelong Learning – O poder do “não sei”


Uma característica fundamental daqueles que vivem num processo de vir a ser, aprendendo ao longo da vida, é perceber as necessidades, aquilo que ainda não sabe. Vivemos num tempo que não saber alguma coisa pode parecer sinal de fraqueza. Um líder tem que saber tudo? Um pai ou uma mãe tem que saber tudo? Um professor tem que saber tudo? A resposta mais provável na visão da maioria das pessoas é sim!

Quando despertamos para o que não sabemos, para necessidade de entender o que não conhecemos, abraçamos a oportunidade de pensar por novos ângulos e encontramos uma forma mais profunda de agir e de ser. Quando aprendemos o novo podemos compartilhar e alcançar novas respostas para as transformações que moldam o futuro.

"É preciso se deixar tingir pelas cores do que não sabemos."

De forma alguma quero dizer que devemos abandonar o que sabemos; quero dizer que temos que integrar dois mundos, aquele em que sabemos com aquele em que não sabemos. É preciso se deixar tingir pelas cores do que não sabemos, sair das respostas simples ou superficiais para construirmos maior profundidade a respeito do mundo que nos cerca.

Conversar de modo a ouvir mais que falar, de se surpreender com as visões de outras pessoas, conhecimento e experiências produzidas por estarmos juntos no despertar da nossa importância na construção do que está por vir. Somos uma série de encontros com o que não sabemos.

Por: Celso Braga
sócio-diretor do Grupo Bridge e professor supervisor pela Febrap


*Lifelong Learning (Aprendizagem ao longo da vida)