quarta-feira, 22 de maio de 2019

Meus trechos de ‘A Coragem de ser Imperfeito’ – Brené Brown



- Vulnerabilidade não é franqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais.

- Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas.

- Parece que nós, seres humanos, temos uma tendência para definir as coisas pelo que elas não são, sobretudo quando se trata de experiências emocionais.

- Viver plenamente, quer dizer abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio.

- Não precisamos ser perfeitos, mas temos que estar atentos e comprometidos para alinhar nossos valores com nossas atitudes.

- Somos convocados a viver com ousadia cada vez que fazemos  escolhas que desafiam o ambiente social de escassez.

- Longe de ser um escudo eficaz, a ilusão de invulnerabilidade desencoraja a reação de quem teria fornecido uma proteção genuína.

- 3 lições sobre a alegria e luz: 1) A alegria nos visita em momentos comuns; 2) Seja grato pelo que tem; 3) Não desperdice a alegria.

- Quando estamos desmotivados, nós não nos mostramos, não contribuímos e deixamos de nos importar.

- Quando uma instituição deixa transparecer que é mais importante proteger a reputação de um sistema e dos que detêm o poder do que proteger a dignidade humana de indivíduos ou comunidades, temos certeza de que a vergonha neste lugar é sistêmica, que o dinheiro governa a ética e que ninguém assume responsabilidades.

- É tão errado negar o que é possível quanto negar o problema.

- Assuntos não podem ser encerrados com rapidez, sem feedback, sem crescimento, sem aprendizado e obviamente sem mudança alguma.

- Quando se esta sob pressão, pode ser muito difícil manter a mente equilibrada para oferecer um retorno de qualidade.  

- Ninguém é capaz de receber feedback ou assumir responsabilidade por alguma coisa quando está sendo duramente criticado.

- Ser honesto e transparente é a chave do sucesso em todas as áreas da vida.

-  Você é o adulto que deseja que seus filhos se tornem um dia?

-  A incerteza sobre como criar filhos pode despertar em nós sentimentos que vão da frustração ao terror.

- Não há dúvidas de que nosso comportamento, nossos pensamentos e nossos sentimentos estão tanto dentro de nós quanto  são influenciados pelo ambiente.

-  O que somos ensina mais a criança do que o que dizemos, portanto precisamos ser o que queremos que nossos filhos se tornem (Joseph Chilton)

-  A vergonha corrói a parte de nós que acredita que podemos fazer melhor e nos tornar pessoas melhores.

- As experiências de vergonha na infância afetam nossa auto estima e mudam quem somos e a maneira como nos enxergamos.

- Viver com ousadia significa encontrar nosso próprio caminho e respeitar o que essa busca representa para outras pessoas.

- Encaixar-se tem a ver com avaliar uma situação e tornar-se quem você precisa ser para ser aceito. A aceitação, ao contrário, não exige que você mude, ela exige que você seja quem realmente é.

- A compaixão se torna real quando reconhecemos a humanidade que compartilhamos.

- As vezes a coisa mais importante e mais corajosa a se fazer é simplesmente comparecer.

- Viver com ousadia não tem nada a ver com ganhar ou perder. Tem a ver com coragem. Em um mundo onde a escassez e a vergonha dominam e sentir medo tornou-se um hábito, a vulnerabilidade é subversiva.





sexta-feira, 26 de abril de 2019

Depressão, não deixe o tempo passar

A depressão é doença muito comum nos dias de hoje e ainda tem gente que acha que é totalmente imune ou então que pode ser frescura, né? Mas a questão é que estamos cada vez mais sozinhos e isso abre um espaço fértil para que a depressão comece a surgir. Como cuidar para que isso não aconteça? 


Considerada um dos males do século e uma das doenças mais frequentes da modernidade, a depressão pode ser uma decorrência dos tempos corridos e online que vivemos, com relações líquidas e a sensação de que estamos sempre sozinhos. Segundo o fisioterapeuta Sergio Bastos Jr., a saída é detectar cedo e não deixar o tempo passar. Entenda por quê.



“O grande segredo do combate à depressão é estar aberto para detectá-la e não deixar o tempo passar”. As palavras são do fisioterapeuta Sergio Bastos Jr, que realiza um trabalho amplo de saúde integrativa, aliando várias técnicas em busca de uma maior qualidade de vida para seus pacientes. “Quando mais cedo conseguimos identificar o que nos machuca e combater a solidão emocional, mais rapidamente podemos reverter o quadro”, enfatiza ele.

Mas, em tempos tão conectados, por que tanta depressão? Talvez a resposta esteja exatamente nisso. “Vivemos online, e esquecemos, cada vez mais, das relações reais. Estar sozinho não é nada bom para quem desenvolve um quadro de depressão”, explica Sergio, que continua: “o mundo conectado da atualidade nos dá a falsa impressão de que estamos sempre acompanhados. Sabemos tudo que acontece com nossos “amigos” de facebook, temos centenas de “seguidores” no Instagram. Não estamos sós, certo? Errado. Na hora em que precisamos de real companhia, muitas vezes não temos com quem contar”.

As relações estão cada vez mais líquidas. Você sabe o que isso significa? O termo cunhado pelo sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman diz respeito à mudança constante nos nossos desejos e no modo de pensar devido à disponibilidade de informação trazida pelas redes sociais. Desejamos algo, nos satisfazemos e partimos para outro desejo. E essa inconstância acaba interferindo diretamente nas nossas relações. “Somos eternos insatisfeitos, se não aprendemos a olhar para dentro”, lembra Sergio.

O fisioterapeuta lembra que estamos cada vez menos dispostos a nos empenhar para resolver problemas: “está difícil? Descarta e parte pra outra”. Parece simples e fácil de lidar, mas essa superficialidade está nos deixando cada vez mais sozinhos, tendo que lidar com fantasmas que se acumulam em nossa emoção. E uma das consequências são os crescentes quadros de depressão.

A depressão nem sempre vem da solidão

Mas só quem fica sozinho fica deprimido? Sergio explica que não: “há pessoas que jamais imaginamos que desenvolvam algum quadro depressivo, porque vivem entre amigos, estão sempre em festas, sempre sorrindo. Mas, geralmente, há uma dificuldade imensa de lidar com as próprias emoções, com as dúvidas e incertezas que a vida traz e há, também, uma necessidade muito grande de agradar, de seguir um modelo. Quando entendemos que isso não é possível, criamos defesas que fecham nossos sentimentos”.

Não estou feliz no trabalho, mas faço o que minha família sempre sonhou, não estou feliz no relacionamento, mas ao menos eu tenho um, não moro onde gosto, não me visto como queria, não sou quem eu realmente sinto ser, mas faço tudo que posso para ser aceito. Qual a consequência desse emaranhado de ações não desejadas pela nossa emoção? Segundo o fisioterapeuta, sentir-se cada vez mais só.

“Se não posso falar o que realmente sinto, aprendo a sufocar meus sentimentos, minhas visões de mundo e essa é, certamente, a pior solidão. É aquelas que nos faz sentir desamparados mesmo quando estamos sempre com gente em volta. Entra aí a necessidade de autoconhecimento e do desenvolvimento do amor próprio, da fortaleza do próprio caráter e da certeza das escolhas de vida”, lembra Sergio.

Por isso, terapias são uma ajuda e tanto. Porque dão o suporte que, muitas vezes, a pessoa com depressão não encontra na família. É preciso gerar mudança de hábitos, mas, para isso, é preciso incentivo. Até que a pessoa aprenda a ser seu próprio incentivador, ela vai precisar de alguém que a ajude a perceber o melhor em si. E, quanto mais rápido isso acontecer, melhor.



Fonte: Biointegral Saúde
www.biointegralsaude.com.br

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A importância de aprender a respeitar a própria verdade



Segundo a fisioterapeuta, que realiza um trabalho de Saúde Integrativa, quebra de traumas e crenças limitantes, a pior atitude que podemos tomar diante da vida é esquecer de viver a própria verdade. Essa atitude sufoca nossos desejos, nossa personalidade e adoece as nossas emoções.

Querer agradar o mundo pode nos levar a desrespeitar a nossa verdade. Aquilo em que realmente acreditamos, que fala mais alto aos nossos corações. Segundo a fisioterapeuta Frésia Sá, pode parecer bobagem pensar nesses termos quando temos um bom emprego, uma vida estável, família, mas ela lembra: “quantas vezes nos pegamos sentindo a falta de algo que não sabemos explicar”?. 

A explicação pode estar na quantidade de vezes por dia em que fazemos algo que realmente desejamos, ao invés de apenas cumprir convenções sociais.

Desejar morar no campo e viver na cidade grande, querer conhecer o mundo, mas sentir-se preso a um emprego estável e contas a pagar, ter um talento incrível, mas sufocá-lo porque isso não dá dinheiro são exemplos de situações mais corriqueiras do que imaginamos e que cada vez mais ganham destaque em nossas vidas, cada vez incomodam mais. 

Frésia explica: “às vezes, o incômodo não vem como uma tomada de consciência de que estamos em falta com nossos próprios desejos, mas como uma dor inexplicável e uma doença que aparece do nada. Será?”, questiona. “Eu falo sempre de crenças limitantes, porque acredito que existe um código de conduta que é regido silenciosamente por verdades que criamos ou nos foram impostas e que nem sabemos que existem. 

Nem sempre é fácil detectar os motivos pelos quais deixamos nossos sonhos, nossa própria verdade, de lado. Por isso, procurar ajuda é fundamental”, lembra a especialista.

Mas é preciso “virar a chave”, segundo ela, para que possamos entender se o que desejamos é verdadeiro e se nossos medos são reais ou se não foram herdados de um código familiar ou social. “Quando tomamos consciência, seja pelo autoconhecimento ou pela busca de uma cura para dores e doenças, geralmente passamos a ver o mundo de outra forma, nos sentimos mais livres para tomar decisões diferentes”.

Por isso, Frésia enfatiza: “pense e avalie: você vive a sua verdade? Onde mora, no que trabalha, a vida que constrói é realmente aquilo que você deseja e enxerga como sendo seu? Sua vida tem a sua assinatura, você está satisfeito? Se sim, ótimo. Mas, se a resposta for não, talvez esteja na hora de rever suas decisões e começar a trilhar um caminho mais condizente com o seu eu interior”.



Fonte: Biointegral Saúde
https://blogbiointegralsaude.wordpress.com

sexta-feira, 22 de março de 2019

ORAÇÃO DA SERENIDADE


(Pôr do Sol em Maceió-AL)

Concedei-me, Senhor a serenidade necessária

Para aceitar as coisa que não posso modificar.

Coragem para modificar aquelas que posso e

Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.

Vivendo um dia de cada vez

Desfrutando um momento de cada vez

Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz

Aceitando, como Ele aceitou

Este mundo tal como é, e não como eu queria que fosse

Confiando que Ele Acertará tudo

Contanto que eu me entregue à Sua vontade

Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida

E supremamente Feliz com Ele eternamente na próxima.


Reinhold Niebuhr



Sobre a Oração da Serenidade

Oração da Serenidade foi escrita pelo teólogo e escritor americano Reinhold Neibuhr (1892-1971).
A oração da serenidade foi impressa pela primeira vez em 1950, mas a mulher de Reinhold disse que ele já tinha escrito a oração em 1934.
As primeiras quatro linhas da oração da serenidade fazem parte do texto original e o restante foi adicionado mais tarde por um autor desconhecido.
Na primeira (e mais famosa) estrofe, existem três pedidos a Deus: por serenidade, coragem e sabedoria:
 As duas primeiras linhas da oração pedem serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar sozinhos (serenidade).
 A terceira linha pede coragem para superar as coisas que podemos (coragem).
 A quarta linha pede discernimento para saber quando aceitar uma situação ou quando enfrentá-la (sabedoria).

O significado da segunda parte da oração da serenidade:

O tema da segunda estrofe da oração da serenidade pede contentamento na vida do dia a dia.
É uma oração para a aceitação de dificuldades mas também é uma oração de confiança em Deus, a confiança de que ele trará paz e felicidade.
A oração da serenidade termina com olhar para a vida eterna, com a certeza de que depois desta vida, no paraíso, com Deus, nós seremos supremamente felizes por toda a eternidade.
Os alcoólicos anônimos, e outros grupos de ajuda mútua, utilizam muito a oração da serenidade em seus programas de recuperação.
A oração da serenidade é conhecida por muitos nomes, por exemplo “oração alcoólicos anônimos”“oração do AA”“serenidade, coragem e sabedoria”“concedei-me, senhor a serenidade” e “oração da serenidade”.

Meditação sobre a Oração da Serenidade

Para ajudar a entender a oração.

Concedei-me, Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisa que não posso modificar.

Serenidade é um estado calmo, pacífico e livre de stress. Comece se acalmando e durante este tempo ofereça a Deus os pensamentos ansiosos do dia, ou qualquer preocupação que você tenha no momento.

Coragem para modificar aquelas que posso

O apóstolo Paulo escreveu: “quando sou fraco, então é que sou forte”. Pense em todas as áreas da sua vida onde você está falhando, e onde você quer ver mudança. Peça a Deus por coragem e força para superar esses problemas. Medite sobre seus problemas e permita que a luz de Deus ilumine o seu ser com força e esperança.

E Sabedoria para conhecer a diferença

Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento. – Provérbios 2:6
Em última análise, tudo vem do nosso Deus no céu, as roupas que vestimos, a comida que comemos, as nossas famílias e entes queridos, e o próprio alento em nossos corpos. Dê graças a Deus por sua bondade e sabedoria e peça que ele te ilumine. Ofereça sua vida a Deus e permita que ele te leve pelos caminhos onde a mudança é possível. Peça a ajuda de Deus em todas as áreas da sua vida onde as coisas estão difíceis agora.

Serenidade, Coragem e Sabedoria

A partir de sabedoria, somos levados de volta para a serenidade que é um lugar de descanso e calma. Quando terminar a oração fique mais um minuto meditando sobre a paz de Deus. Permita que essa paz se aposse de todo o seu ser.
E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. – Filipenses 4:7

E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. – Tiago 1:5

quarta-feira, 6 de março de 2019

Afinal, quem é a mulher “superbonita”?




Temos vivido em sociedades que cultuam cada vez mais a beleza exterior. Por isso, muitas pessoas estão de mal com suas imagens refletidas no espelho e, às vezes, se sentem inferior, gastando, por isso, o que tem, na ânsia de vestir-se e se “ajeitar” como dita a moda.

Mas hoje quero-lhes trazer uma reflexão diferente sobre o conceito de beleza. Algo que escutei recentemente do mestre em Ciência da Religião e também escritor Ed Rene Kivitz e que me despertou para compartilhar com todos, sobretudo todas, uma história diferente que tenta quebrar com a síndrome da Branca de Neve: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais botina do que eu?”.

Vamos falar sobre os padrões de beleza da alma, aquela que faz uma pessoa ser, segundo ele, “superbonita”.

De acordo com os estudos do escritor  Ed René Kivitz, a mulher “superbonita”:

Sabe o poder que tem e o usa com bom senso, em favor do bem-estar coletivo, ajudando a colocar as coisas em ordem;

Transforma o feio em bonito. É positiva. É capaz de transformar uma situação desfavorável em favorável para si e para os que estão ao seu redor;

Tem lucidez, bom senso e sabedoria;

Tem saúde e equilíbrio emocional. Não coloca a perder os seus ambientes de afeto;

Tem atitude. É protagonista da sua vida e do que acontece ao seu redor. É proativa, toma iniciativa para resolver os problemas. Se cuida e busca ajuda quando precisa;

Prescinde do homem que tem, ou seja, dispensa, abre mão daquilo e daqueles que tentam destruí-la ou machucá-la;

Não se posa, nem se torna vítima. Não se acomoda e nem se submete a uma relação de intenso sofrimento. Ela assume o protagonismo da sua vida, toma as rédeas e age;

Tem senso de oportunidade e não está acomodada nas suas condições desfavoráveis. Deixa claro os investimentos e as expectativas com suas ações;

Não é vulgar, grosseira, rude. É sim firme, mas com amorosidade e gentileza;

Tem senso de valor, sabe manipular riquezas e abrir mão de determinadas riquezas em benefícios de algo muito maior;

É capaz de se humilhar sem se desvalorizar. É capaz de dominar uma situação, de virar o jogo, ser astuta, sem ser maquiavélica e destrutiva. É estratégica, lúcida, sensata, sabe do seu valor e por isso, não teme se humilhar, quando necessário;

Ajuda a fazer este mundo habitável e a transformar a casa em um lar. Ajuda as pessoas a florescerem em sua volta. Edifica a sua vida e a vida de outras pessoas.

Estas foram algumas descrições sobre a beleza da alma de uma mulher. Beleza que não se enxerga no espelho, que não se compra em lojas, mas se transforma de dentro para fora.

Tem muita mulher feia – de acordo com os padrões da sociedade – que se torna “superbonita”. Não por uma beleza externa possível de ser admirada, mas uma beleza interna, que pode ser desejada, especialmente, por pessoas também “superbonitas”. Porque só um “superbonito” consegue enxergar outro “superbonito”.

Meu desejo, assim como o de Ed Rene, quando falou sobre isso, é que nossas relações humanas não sejam de corpos e estéticas, mas de pessoas “superbonitas”.

Que possamos economizar um pouco do dinheiro ganho em nosso suado trabalho (que são gastos em excessos de roupas, acessórios, maquiagens, etc. de forma desnecessária) e cuidemos da nossa alma, das nossas relações.

Que possamos ser “superbonitas” no nosso dia-a-dia!

Por: RACHEL MATOS (IPC Digital)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O Caminho da Simplicidade

*Leonardo Torres

Todos temos um grau de acumulador. Essa patologia, quando radical, é muito importante e deve sempre ser acompanhada de tratamentos. Mas nós Ocidentais somos, seja em maior ou menor grau, um pouco acumuladores.

A nossa forma de pensar, viver e agir no mundo vem dos povos do deserto, povos que lidavam com constante escassez. Imagine-se em um deserto todos os dias do ano, durante vários anos, buscando água, morrendo de fome, passando pelo frio da noite e pelo calor intenso do dia. Os povos do deserto, guerreiros, conviviam com uma gigante necessidade. 

Mesmo depois do deserto, o Ocidente viveu duas grandes Guerras, que também nos colocaram em condições de escassez e de extrema necessidade. O Ocidente viu sua sociedade retornar ao deserto, só que desta vez, um deserto de escombros, destruição e falta de suprimentos. Não é à toa que os nossos familiares mais antigos têm uma tendência maior em estocar comida. 

Atualmente, o próprio Capitalismo, a partir do pensamento de Max Weber e Walter Benjamin, utiliza esse sentimento de escassez e de necessidade que foi gerado há séculos. Esse sentimento nos impulsiona a cada vez mais acumular. E não importa se é dinheiro, roupas, crushes, fotos, curtidas nas redes sociais, etc.. Em um sentido mais amplo, a humanidade inteira faz isso com o planeta Terra, usurpando todos seus recursos. 

Na verdade, nós precisamos acumular para tentar tapar o buraco que nós sentimos em nossa alma. Esse buraco é tanto uma herança milenar dos povos do deserto, quanto nossos complexos e frustrações do cotidiano e de nossa história de vida. Ele é filo e ontogenético. 

Há esperança? Muitas pessoas estão tentando fazer o caminho inverso, buscando uma maneira de viver mais simples. Os depoimentos apontam que esta nova forma de viver é libertadora. Mujica é um desses exemplos, entrando e saindo da presidência com seu fusquinha. 

A liberdade que se experimenta ao tomar essa atitude de vida é porque, no fundo, não somos nós que temos coisas, são as coisas que nos tem. 
Esse caminho, o da simplicidade, pode ainda auxiliar na preservação do planeta. Se nós não formos mais conscientes ao utilizar os recursos naturais, nós, no fim, transformaremos tudo em um grande deserto. 


*Leonardo Torres, 28 anos, Palestrante, Professor e Doutorando de Comunicação e Cultura. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Meus 40 anos



Cheguei aos 40.
Ah...como gostaria de pegar nas mãos da Denise de 20 anos e dizer : Querida você não vai amanhecer  nos seus 40 anos mais segura, mais equilibrada, super madura, com habilidades manuais, de cabelos brancos, convivendo com  filhos adolescentes ou arrumando as crianças para irem pra escola. 

Você, Denise aos 40 vai continuar com dúvidas,  as vezes terá uns 5 minutos de loucura,  sabedorias inesperadas...misturados com momentos “let´s go...carpe diem...deixa a vida me levar”.  Ah e quanto as habilidades manuais... hummm ...botão você saberá pregar.

Aos 40 você vai se amar. Prova?  Você vai conseguir se olhar no espelho e  se aceitar, aceitar como você é...do jeito que você é (...lágrimas)

Não se assuste, vai achar estranho te chamarem de senhora.
Massssss...ficará radiante quando disser sua idade e responderem:  Q U A R E N T A?...Não parece de jeito nenhum. Parece bem menos.

Aos 40 Denise , não estará envelhecida, vai gostar de aprender coisas novas. Terá desafios pela frente, sonhos para realizar...
E tem muita coisa pra contar:
Vai ter sobrinhos lindos.. J  vai gostar de super heróis...vai  preferir  uma boa leitura, filmes, seriados, cinema... terá poucos amigos mas serão verdadeiros.. estará casada com o homem da sua vida.  Ahhhh, e sabe o sonho adolescente de ter cabelo vermelho...você vai realizar quase aos 40... porém  vai durar 2 dias...kkkk mas vai ter cabelo vermelho.
Vai conquistar muitas coisas.
Viverá  dores, alegrias, vai chorar, rir.

A Denise de 40, acordou hoje pasma e espantada com a velocidade do tempo.
....querendo saborear a vida aos goles, aprendendo e porque não ensinando. 

Gratidão Senhor pelos meus 40 anos de vida.
Porque somente no Senhor eu vivo, me movo e existo.