terça-feira, 19 de junho de 2018

Se não pode contar como fez, não faça


 ~Por: Ingridy Ribeiro - Coach de Vida &Carreira ~
Em 2012, durante uma maratona na Espanha, Fernandez Anaya surpreendeu o público. Ele era o segundo colocado da prova quando viu o queniano Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vencer, por pensar erroneamente que já havia ultrapassado a linha de chegada. E o que fez o espanhol? Ao invés de aproveitar o erro do adversário para vencer a corrida, o alertou e ainda o empurrou até a vitória.
Logo após o episódio, um jornalista se aproximou de Fernandez e perguntou: "Por que você fez o que fez?". E o espanhol respondeu: "Fiz o que?". Fernandez tinha valores de conduta tão fortes e claros, que tal questionamento não fazia sentido e, portanto, não entendeu a pergunta que lhe foi feita. O jornalista insistiu em questionar por qual razão ele tinha feito aquilo e, o jovem espanhol repetiu: "Isso o quê?". Para Fernandez não havia outra coisa a se fazer senão aquilo que ele havia feito. Simples assim.
O jornalista teimou: "Você deixou ele ganhar!". "Eu não deixei ele ganhar, ele ia ganhar!", respondeu Fernandez. "Mas ele estava distraído", repisou o jornalista. Fernandes foi fatal: "Se eu deixasse ele ganhar, qual seria o mérito da minha vitória? O que é que, quieto e sem câmeras, eu ia pensar de mim mesmo? Se eu subisse no pódio, no lugar de número 1, qual seria a honra da minha vitória? Qual seria a dignidade do meu sucesso? Se eu fizesse isso, o que eu diria para minha mãe?"
Esse texto foi inspirado em uma entrevista que assisti do Mario Sergio Cortella. Ele acredita que a figura da nossa mãe, é o último reduto que não queremos envergonhar e cita Immanuel Kant, grande filósofo alemão do século 18, em uma frase estupenda: "Tudo o que não puder contar como fez, não faça".
Afinal, se há razões para não contar, essas são as razões para não fazer. E isso não diz respeito a sigilo e privacidade, a mensagem é: tudo o que não puder contar como fez, porque se alguém souber você ficará com vergonha de ter feito, então nem faça.
Cortella ainda cita o apóstolo Paulo dos cristãos: "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". (Coríntios 6:12).
Ou seja, você pode fazer qualquer coisa, porque você é livre. Mas você não deve fazer qualquer coisa. E o que você não deve fazer? Aquilo que suja, que macha sua trajetória, que agride a sua comunidade, aquilo que envergonha a si mesmo e as pessoas que você ama e em última análise, o que entristece sua mãe.
Que possamos ir para a cama - quietos e sem câmeras - todas as noites de bem e não envergonhados com a gente mesmo!



sábado, 26 de maio de 2018

Meus trechos de 'Ego Transformado'


·     Quatro verdades sobre a condição natural do ego humano: ele é vazio, dolorido, atarefado e frágil.


O ego humano natural é fundamentado em algo além de Deus.

O tempo inteiro, o ego exige que qualifiquemos nossa aparência e a maneira como somos tratados.

Pense nisso: dificilmente atravessaremos um dia sem nos sentirmos esnobados ou ignorados, sem achar que somos idiotas ou sem atormentar a nós mesmo.

O orgulho é competitivo por definição.

É isso que o ego faz o tempo inteiro, tralhamos em coisas de que não gostamos....Realizamos todo tipo de coisas, não pelo prazer de realiza-las, mas apenas para construir um currículo impressionante.

Orgulho é o prazer de se sentir melhor do que os outros.

O ego vive ocupado. Ocupadíssimo o tempo inteiro.

Não devemos  valorizar demais o que as pessoas pensam a nosso respeito.

Decida quem você quer ser e seja, pois o que realmente interessa é como você se enxerga.

A essência da humildade resultante do evangelho não é pensar em mim mesmo como se eu fosse mais, nem pensar em mim mesmo como se eu fosse menos é pensar menos em mim.
A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim.

A humildade verdadeira que brota do evangelho significa ter o ego satisfeito, não inflado.

A pessoa que se esquece de si mesma não se sente ferida, não fica mal quando criticada. A pessoa ouve a critica e a entende como oportunidade de mudança.

...a identidade cristã opera de modo totalmente diferente das outras identidades.

Temos que reviver o evangelho a todo instante e perguntar a nós mesmo por que estamos no tribunal. Ali não é mais o nosso lugar. O julgamento terminou.

sábado, 12 de maio de 2018

Sintomas ocultos do Estresse


Estresse ainda é uma doença que não é facilmente identificada, principalmente quando as conquistas pessoais e profissionais parecem ser constantes. Porém, o excesso de tempo dedicado ao trabalho pode trazer consequências danosas para a saúde, para isso, a psicóloga e coach de carreira Adriana Vicco aponta alguns sintomas ocultos que o estresse pode causar no dia a dia do trabalho.

Isolamento social:
Sintomas: A vida profissional toma conta de todo o seu tempo e muitas vezes não consegue fazer uma única refeição por 40 minutos sem tocar no celular ou para contatar alguém e resolver uma pendência ou responder alguma solicitação.
O que ocorre: Além da sobrecarga de trabalho, será também demandado por reclamações da família, amigos e todos que o cercam. Não existirá válvula de escape para se libertar dos problemas, o que pode ser um grande gerador de estresse.

Doenças recorrentes:
Sintomas: Se a pessoa não para o corpo a faz parar. O estresse por excesso de trabalho se torna algo físico, e pode diminuir a imunidade fisiológica sendo assim fica mais fácil estar suscetível a gripes e resfriados, problemas estomacais e tendo inclusive frequentes dores de cabeça. Mesmo após uma longa noite de sono, a fadiga permanece.
O que ocorre: Esta é uma das maneiras que o próprio cérebro encontra para que o corpo possa se reestabelecer, incluindo a diminuição de informações que chegam ao cérebro. O excesso desse tipo de estresse é responsável pela liberação de uma substancia chamada Cortisol, ela pode causa perda de massa óssea a longo prazo. 

Tristeza constante:
Sintomas: Um sentimento muito comum é a falta de alegria e nenhum sentimento de realização. Tudo parece pesado e cansativo. A vontade de fugir de tudo e de todos é constante, quer ter um isolamento sem explicação, não tem esperança, não se sente reconhecido, acha que é rejeitado e injustiçado.
O que ocorre: Há uma percepção de excesso de doação e pouco reconhecimento, se isso se junta a uma baixa liberação de serotonina, que é responsável pela sensação de bem estar e  felicidade, pode desencadear uma grave depressão.

Agressividade:  
Sintomas: Explode por qualquer motivo, tem pouca capacidade de ouvir, não tem paciência de negociação,  grita, fala alto e é sarcástico.
O que ocorre: O excesso de ação agressiva também libera o Cortisol, um dos efeitos mais rápidos de serem observados é a perda da memória e aprendizado.

“Grande parte das pessoas só identificam o estresse quando ele chega a um estágio avançado, porém o nosso corpo dá sinais que podem nos ajudar a criar alternativas mais saudáveis.” Conclui a coach. Para ela, algumas dicas simples podem ajudar a evitar a entrar em um estado de estresse:  
*Não Guardar Ressentimentos 
*Aprender a falar sobre o seu sentimento e opinião 
*Aprender a ouvir com mais atenção 
*Aprender a dizer NÃO a algumas demandas de trabalho e 
*Investir em esportes e principalmente em autoconhecimento, para que entenda como você é afetado com as demandas a que se expõe e como poderia melhorar o que não está bom.


Por: 
Adriana Vicco é graduada em Psicologia, Pós Graduada em Administração Geral, atuou nas áreas de Recursos Humanos principalmente em Treinamento e Desenvolvimento, Proprietária da AVicco Consultores, especializada em Desenvolvimento de Pessoas e Organizações Certificação Internacional na Califónia em Coaching Inner Game com Timothy Gallwey e John Whitmore; International Coaching Certification Program in Personal and Executive Coach, formada pelo ICI – Integrated Coaching Institute que é credenciado pelo ICF – International Coach Federation. Também com formação como Coach pela Marcondes e na Metodologia PulvermacherFirth trazida para o Brasil por DA Consulting. Autora de livros.
Fonte: Assessoria de imprensa - Melissa Stranieri 


  

terça-feira, 24 de abril de 2018

Sou Eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, 
Espécie de acessório ou sobressalente próprio, 
Arredores irregulares da minha emoção sincera, 
Sou eu aqui em mim, sou eu. 

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. 
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma. 
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim. 

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente, 
Como de um sonho formado sobre realidades mistas, 
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico, 
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima. 

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua, 
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda, 
De haver melhor em mim do que eu. 

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa, 
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores, 
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho, 
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas, 
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida. 

Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica, 
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar, 
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo — 
A impressão de pão com manteiga e brinquedos 
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina, 
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela, 
Num ver chover com som lá fora 
E não as lágrimas mortas de custar a engolir. 

Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado, 
O emissário sem carta nem credenciais, 
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro, 
A quem tinem as campainhas da cabeça 
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima. 

Sou eu mesmo, a charada sincopada 
Que ninguém da roda decifra nos serões de província. 

Sou eu mesmo, que remédio! ... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Meus trechos de: O Pequeno Príncipe


•      Todas as pessoas grandes, antes disso, foram crianças. Mas poucos são os que se lembram.
Bem sabe...quando estamos tristes, é bom ver o pôr do sol.
É indispensável que eu sabia suportar duas ou três lagartas para conhecer as borboletas.
Deve exigir-se de cada um somente aquilo que é capaz de fazer.
Então você poderá julgar a si mesmo – respondeu o rei – É a parte mais difícil. Sem dúvida, é bem mais difícil julga-se a si mesmo do que aos outros. Se conseguir fazê-lo provará que é um verdadeiro sábio.
Isso porque para os vaidosos, os outros homens são sempre seus admiradores.
O vaidoso, porem, não o ouviu. Os vaidosos só ouvem os elogios.
No entanto é o único que não me parece ridículo. Talvez porque se interesse mais por outras coisas do que por si.
Mas quando me cativar, minha vida ficará ensolarada.
Só conhecemos as coisas que conseguimos cativas.
Só o coração é capaz de ver bem as coisas. O essencial é invisível aos olhos.
Nunca a pessoa se acha contente no lugar onde está.
Será sempre responsável por aquilo que cativou
Se eu tivesse 53 minutos para gastar, caminharia tranquilamente em busca de uma fonte.
Quer se trate da casa, das estrelas ou do deserto, o que faz cada coisa bela é  invisível.
O que vejo é só aparência. A parte mais importante é invisível.
Os olhos são cegos devemos buscar com o coração.
Corremos o risco de chorar um pouco quando nos deixamos cativar.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Empatia


As batalhas travadas na luta diária da vida, em busca de conquistar o que se almeja, seja o alimento na mesa ou uma posição mais elevada, pode acelerar nossos passos. Às vezes, o envolvimento ocorre em tantas ocupações que, sem que nos demos conta, já não nos sobra tempo para verdadeiramente nos relacionarmos com as pessoas à nossa volta.

Quando um turbilhão de obrigações nos envolve, pela necessidade que temos de produzir e vencer, percebemo-nos, muitas vezes, solitários na caminhada, desejando nos doar mais ao outro sem, contudo, conseguir. Enfrentamos um sentimento de impotência por não nos vermos como um amigo presente, uma amiga sensível, um pai atencioso, uma mãe paciente, um filho gentil, ou uma filha generosa quando é exatamente o que desejamos ser.

Ao mesmo tempo que temos conquistas das quais nos orgulhamos, os sentimentos escondidos de vazio e solidão nos enclausuram em nós mesmos. Então, ensimesmados, distanciamo-nos cada vez mais das pessoas à nossa volta. Sentimo-nos incompreendidos e julgados, e tomamos o orgulho como escudo, atrás do qual escondemos a nossa dor, quando desejamos veementemente nos sentir aceitos, assim como somos.

O Poema em Linha Reta, de Fernando Pessoa, descreve o sentimento angustiado de alguém que, entre os seus, se sente deslocado no mundo, diante da ausência de empatia das pessoas à sua volta:

[…] Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo

Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Desejamos a acolhida empática, onde sintamos a liberdade de poder ser por inteiro, sabendo-nos compreendidos quanto ao nosso empenho em fazer a vida dar certo, vestidos de amor, afeto e nossos defeitos.

Embora haja uma distância entre o que desejamos viver e o que conseguimos, de fato, as relações são vitais para o bem-estar. Porém, desejamos a riqueza de termos próximos a nós pessoas capazes de se colocarem no lugar das outras e compreender seus sentimentos. Se isso acontece, fica mais fácil que nos dispamos das máscaras do orgulho que nos protege, e nos abramos para a construção de relacionamentos consistentes e frutíferos de harmonia e paz.


Por: Cida – CVV Belo Horizonte- MG
O CVV está à disposição para conversar com você 24 horas por dia. 
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Eu sou assim porque... sou FLEUMÁTICO


Eu gosto muito de aprender sobre temperamento, apesar de que –  muitas pessoas fazem do seu temperamento a sua muleta, ou seja, eu sou assim – porque tenho este temperamento, então não posso mudar.

Mas isso não é verdade – quer dizer, não podemos mudar o nosso temperamento, mas melhorá-lo, colocá-lo em tratamento é possível.

Alguns cristãos acham ainda que esse tipo de assunto é muito espiritual, mas pelo contrário, é algo que aprendemos na psicologia.

O seu temperamento é a sua maior inclinação pessoal, é aquilo que você sente e deseja, também está profundamente relacionando aos seus hábitos e aspirações.

É algo que podemos observar já em uma criança, as características fortes da sua personalidade. Aqui se encaixa muito bem esta questão – nenhum filho é como o outro, ou seja, cada um tem seu temperamento e suas características.

Segundo a psicologia existem quatro tipos de temperamento – Fleumático, Sanguíneo, Colérico e o Melancólico.

Conheça o.... FLEUMÁTICO

A pessoa que possui este temperamento – geralmente é pacífica, prática, bem-humorada, leal, calma e eficiente, cumpridora de seus deveres e conservadora em seus princípios.

Quando assume uma função de liderança, estabelece o caminho que deve seguir. É bastante diplomática, também prática e muito bem humorada.

Também podendo ser calculista, temerosa, indecisa, contemplativa ao extremo, muito saudosista.

Todo fleumático precisa melhorar na desmotivação, na falta de vontade em continuar seus projetos e também na indecisão.

Nunca pergunte isso a um fleumático: - o que você quer comer hoje? Ele vai te contar milhares de história sobre suas comidas preferidas e vai concluir sem saber o que gostaria de jantar naquele noite.

Os Fleumáticos são pessoas de fácil convívio social, tem uma natureza tranquila e uma forma descontraída de ser. Geralmente, são simpáticos e pacificadores natos.

Encontram maneiras gentis e eficientes de tratar as pessoas, não criando atritos.

Isso eu acho bacana nos fleumáticos - não se responsabilizam por nada além daquilo que podem de fato “dar conta”. Quase nunca são estressados.

Porém, disfarçam suas emoções e amam apreciar as belas artes e as melhores coisas da vida.

Casar com um fleumático (a) é um grande tratamento – Ô!


Créditos: (Texto e ilustração): Gabriella Farina - Blog  Sobre Tudo-Sobre Nada / adaptado