sábado, 14 de outubro de 2017

Criança precisa de amor e atenção


Por Kie Kume*


O nascimento de uma criança é a renovação da esperança. É a vida que se perpetua. E não há dúvida de que as crianças têm hoje mais oportunidades e mais condições de realizar seus sonhos do que tiveram as gerações passadas. Mas, se as oportunidades se multiplicam, também aumentam os desafios que acompanham cada nascimento. Neste mundo globalizado, aumentou enormemente a responsabilidade dos pais. Já não basta dar a vida, criar, alimentar e educar, como fizeram muitos pais no passado. Hoje, a realidade é outra e os pais precisam se adequar aos novos tempos. Novos caminhos surgem a cada dia.

Muito antes de formarem seu senso crítico e de estarem preparadas para fazer escolhas, as crianças são bombardeadas por um mar de mensagens dispersas, mimos, modismos e novos aparelhos – num ambiente quase sempre tempestuoso, que as torna irritadiças e permanentemente insatisfeitas. Não há diversidade de brinquedos, roupas, alimentos, celulares e jogos eletrônicos que consiga satisfazê-las. Os pequenos estão influenciando o consumo das famílias e substituindo as brincadeiras de rua pelo computador e a TV, com consequências perigosas para sua saúde e formação.

É com esse permanente ‘quero mais’ que os pais têm de lidar, exigindo muita conversa, orientação e bons exemplos. Os ‘nãos’ têm de dar lugar à construção de uma amizade e a um diálogo transparente e franco em relação ao que cada lado considerar certo ou errado, como o controle ou não do acesso à internet e às redes sociais. Muitos acham que a criança não tem maturidade para estar na internet. Outros ponderam que não adianta proibir algo que lhes é facilitado pelo celular que carregam. A saída possível é orientar, construir e acompanhar.

O escritor japonês Ryuho Okawa, autor do best seller Think BIG - O poder para criar o seu futuro, sinaliza a importância de se trabalhar o futuro da criança: “Se você deseja construir um futuro, precisa alimentar grandes sonhos em seu coração. Seus pensamentos determinam sua vida. Mas seus pensamentos precisam ser mais do que meras intenções. Cuide para que os pensamentos negativos não criem raízes. Tenha pensamentos afirmativos e positivos. Cuidado com as ideias que você planta em sua mente. Elas irão determinar o tom geral da sua vida.”

Uma dose redobrada de amor e compreensão se faz necessária por parte dos pais. Ryuho Okawa afirma que “o amor parece agir como uma forma de nutrição para a criança pequena. Quando o desejo de ser amada não é satisfeito, a criança reage, tornando-se provocadora e causando problemas aos outros”. Em palestra realizada no Japão, Okawa enfatizou que “a causa fundamental dos problemas da vida encontra-se na família, na infância, e muita gente chega à maturidade sem os ter superado. O modo de pensar e viver do indivíduo na infância é o ponto de partida, por isso tem um significado importantíssimo. Mas acontece que a família ideal, sem nenhum tipo de problema, simplesmente não existe. Toda família apresenta pontos positivos e negativos, toda família tem um ou outro tipo de problema”.

Diante desse desafio dos tempos modernos, é fundamental proporcionar uma boa formação humana e espiritual às crianças. Que por meio do amor, do diálogo, da compreensão e busca de ajuda, se necessária, cada um descubra o melhor caminho para cumprir sua missão. 



*Kie Kume é gerente da IRH Press do Brasil, editora que publica em português as obras de Ryuho Okawa. Um dos autores mais prestigiados no Japão, Okawa tem mais de 2.200 livros publicados, ultrapassando 100 milhões de cópias vendidas, em 28 idiomas. www.okawalivros.com.br 
                                 



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SINAIS DE UMA VIDA PLENA


No livro A arte da imperfeição Brené Brown define os 10 sinais de uma vida abundante, que indicam o que uma pessoa plena se esforça para cultivar e do que ela luta para se libertar.

Uma pessoa plena:

1. Cultiva a autenticidade; se liberta do que os outros pensam.
2. Cultiva a autocompaixão; se liberta do perfeccionismo.
3. Cultiva um espírito flexível; se liberta da monotonia e da impotência.
4. Cultiva gratidão e alegria; se liberta do sentimento de escassez e do medo do
desconhecido.
5. Cultiva intuição e fé; se liberta da necessidade de certezas.
6. Cultiva a criatividade; se liberta da comparação.
7. Cultiva o lazer e o descanso; se liberta da exaustão como símbolo de status e da produtividade como fator de autoestima.
8. Cultiva a calma e a tranquilidade; se liberta da ansiedade como estilo de vida.
9. Cultiva tarefas relevantes; se liberta de dúvidas e suposições.
10. Cultiva risadas, música e dança; se liberta da indiferença e de “estar sempre no controle”.

Viver plenamente quer dizer abraçar a vida a partir de um sentimento de amor-próprio. Isso
significa cultivar coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar: “Não
importa o que eu fizer hoje ou o que eu deixar de fazer, eu tenho meu valor.” 

Trecho do Livro:  A Coragem de Ser Imperfeito de Brené Brown 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

VIVER COM OUSADIA

O QUE SIGNIFICA VIVER COM OUSADIA?
Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar,
ao menos fracassa ousando grandemente.


Trecho do discurso “Cidadania em uma República”
(ou “O Homem na Arena”), proferido na Sorbonne
por Theodore Roosevelt, em 23 de abril de 1910.



As palavras do ex-presidente americano ecoam tudo o que aprendi em mais de uma década de pesquisa sobre vulnerabilidade. Vulnerabilidade não é conhecer vitória ou derrota; é compreender a necessidade de ambas, é se envolver, se entregar por inteiro.

Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais. Nossa única escolha tem a ver com o compromisso. A vontade de assumir os riscos e de se comprometer com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e a clareza de nosso propósito. Por outro lado, o nível em que nos protegemos de ficar vulneráveis é uma medida de nosso medo e de nosso isolamento em relação à vida.

Quando passamos uma existência inteira esperando até nos tornarmos à prova de bala ou perfeitos para entrar no jogo, para entrar na arena da vida, sacrificamos relacionamentos e oportunidades que podem ser irrecuperáveis, desperdiçamos nosso tempo precioso e viramos as costas para os nossos talentos, aquelas contribuições exclusivas que somente nós mesmos podemos dar.

Ser “perfeito” e “à prova de bala” são conceitos bastante sedutores, mas que não existem na realidade humana. Devemos respirar fundo e entrar na arena, qualquer que seja ela: um novo relacionamento, um encontro importante, uma conversa difícil em família ou uma contribuição criativa. Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.

Trecho do Livro:  A Coragem de Ser Imperfeito de Brené Brown 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CRENTES



Pedro apresenta cinco elementos cruciais que devem caracterizar qualquer grupo de crentes:
(1) harmonia, ao procurar as mesmas metas e objetivos;
(2) compaixão, ao responder às necessidades de outros;
(3) amor, ao ver e tratar a outros como irmãos;
(4) comunhão, ao ser sensíveis em nosso afeto e interesse; e
(5) humildade, ao procurar animar aos outros e se alegrar com os triunfos de outros.
Estas cinco qualidades são de grande ajuda para que os crentes possam servir a Deus com eficiência.

Fonte: Um No Senhor

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Permanecer



Pedro escreveu sua primeira carta pouco antes do imperador Nero iniciar a perseguição dos cristãos em Roma e em todo império. Temendo por sua vida, Pedro negou três vezes conhecer a Jesus (João 18:15-27); agora, tendo aprendido a permanecer firme em um mundo malvado, anima outros que enfrentam perseguição por sua fé. Pedro mesmo viveu de acordo com as palavras que escreveu, já que foi martirizado por sua fé. Os que se mantem firmes em Cristo serão perseguidos, porque o mundo sofre nas mãos dos inimigos de Cristo. Mas assim como o pequeno grupo de crentes da Igreja primitiva se manteve firme frente à perseguição, de igual modo devemos estar dispostos a defender nossa fé com a paciência, a força e o valor que Pedro mostrou.

Fonte: Um No Senhor

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Manifestação do Amor

LeituraI João 4. 9 e 10

Infelizmente, muitos imaginam Deus como um Ser distante, carrancudo, velhinho, apático, sombrio e vingativo – está é uma visão errada de Deus.

“Já antes da vinda de Cristo ao mundo, as grandes nações filosóficas, Grécia, China e Índia, haviam completado suas filosofias  e, depois delas, nada de significativo surgiu. Baseadas  nessas filosofias, surgiram também religiões, mas nenhuma delas se assemelha ao Evangelho, pois a religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso, há um só Evangelho”  (E. Stanley Jones)

Deus, sendo amor, nunca desistiu de Ser repartir com as pessoas. Mesmo quando as pessoas desobedecerem a Deus e contraíram uma divida impagável, ele planejou enviar o Messias para pagar a dívida e restaurar o relacionamento. Essa dói a demonstração concreta e inquestionável do amor de Deus.  
(João 15.13)

Cristo, pela Sua expiação, removeu a barreira que impedia a comunhão com Deus. Esse amor é incondicional, espontâneo, busca o bem de outrem à causa do seu próprio bem e se sacrifica pelo outro. Nisso consiste o amor.


Trecho:  Lição “ Nós amamos com Deus nos ama?
Revista: Vivendo o Amor de Deus – Estudos nas cartas de João
Editora Cristã Evangélica

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

UMA QUESTÃO DE EXERCÍCIO DA FÉ



A carta de Tiago começa trazendo sábios conselhos que nos ajudam a perceber como o caminho com cristo transforma nossas atitudes. A verdade é que as palavras de Tiago imediatamente nos confrontam quanto a uma série de implicações práticas e pessoais da fé viva e verdadeira.

Tiago 1. 2-4
Trata de nossa atitude em relação às provações. Tiago nos convida a aceitar com alegria provações e dificuldades. Não porque elas em si sejam agradáveis, mas porque enxergamos além da experiência presente e prevemos os resultados, como crescimento e amadurecimento da fé.

Tiago 1.5-8
Aprendemos sobre a nossa expectativa em relação à ajuda de Deus. Tiago nos lembra de que nosso Deus é doador; e um dos seus presentes é a sabedoria. Lembremos que essa sabedoria é pratica: é a capacidade de aplicar verdades espirituais a decisões diárias.

A partir  do verso 19, Tiago começa a mostrar o quanto a nossa fé em cristo deve transformar e moldar nossas atitudes para com as pessoas com quem convivemos diariamente. Ele traz outros ricos conselhos que podem nos ajudar a fazer com que as atitudes de casa dia se tornem mais parecidas com as de Jesus.


Trecho: Lição "Princípios para a Mutualidade"
Revista:  Mega Teem – Cooperação  
Editora Cristã Evangélica

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Provações Necessárias

Ler.: 1 Pedro  1.6

Todas as coisas precisam ser provadas, experimentadas, exercitadas na sua força, no seu poder, no seu valor e na sua eficiência. E assim é com o crente. Não somente pelo beneficio pessoal que lhe advirá disso, como também pelo testemunho que oferecerá nas suas vitórias perante o mundo.

Pedro agora percebia que as experiências se desagradáveis de fracassos e provações, pelas quais passou no discipulado, foram de extremo valor para ele. 

Foi assim que aprendeu a ser vigilante, a ser paciente, a ser moderado e humilde, a depender menos de si mesmo e a confira –se mais á direção do Senhor.

Mas os crentes não são expostos á provação por acaso ou fatalidade.  Os problemas que enfrentam têm relação com a vontade de Deus para eles. Observe o que Pedro diz: “se necessário, sejais..” (v.6 versão ARA). A necessidade decorre da própria natureza do plano divino para nós. Nesta carta, falando aos mesmos leitores, o apostolo afirma: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de nós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo” (I Pedro 4.12). Quando Jesus disse aos discípulos que era necessário que o Filho do Homem fosse a Jerusalém e padecesse muito, eles não compreenderam o valor da expressão “era necessário” , e começaram, com Pedro à frente mais do que os outros, a repreender a Jesus (Mt  16.21-22). Agora é o mesmo Pedro que, aprendida a lição, ensina aos crentes a necessidade e a importância das provações. 

Trecho: Lição "A dura experiência das provações"
(Revista: Cartas de Pedro e Judas – Editora Cristã Evangélica)

sábado, 5 de agosto de 2017

Mágoa



A mágoa é como uma gaiola onde coloco todas as pessoas que me magoaram. Antes de colocá-las ali, nomeei a mim mesmo como seu juiz e carcereiro. 

Com o tempo, percebi que esta gaiola é o meu próprio coração e que eu conservava todas aquelas pessoas muito perto de mim. Mais perto do que eu gostaria. 

Depois de algum tempo notei que havia uma chave no meu bolso e ao examiná-la, vi que a chave da gaiola estava comigo o tempo todo. Foi então, que resolvi abrir a porta da gaiola e deixar todas aquelas pessoas voarem como se fossem pássaros.

Experimente ver se ainda tem uma gaiola em suas mãos e, exonerar a si mesmo da posição de juiz e carcereiro, na qual se auto nomeou, então quebre as paredes desta gaiola e deixe todos os seus pássaros voarem.
➡Conheci alguém que colocou seu pai nesta gaiola e olhava pra ele, dizia: Viu o que você fez comigo? 
➡Professores, ofensores, perseguidores, maldizentes e traidores estão presos na gaiola de muita gente que gasta um bom tempo olhando para elas e dizendo: — viu o que você fez comigo? 
E tantos outros:  
.....viu o que você fez comigo?    
.....viu o que você fez comigo?
.....viu o que você fez comigo?

Depois olhe para si próprio, não culpe mais a ninguém por causa do seu sofrimento. 
Alguns destes resultados podem ter sido pelas nossas escolhas. Você não está segurando a gaiola, ela é que está segurando você. 

Soltando-os, você será o primeiro a se libertar. Decida que não mais ficará preso ao chão. Experimente bater suas asas, comece a voar e alcance alturas incríveis. 

Sugiro que você imagine cada uma destas pessoas desfilando na sua frente (só imagine), mesmo aquelas que já morreram, e lhes diga o seguinte: (fulano)! Eu te perdoo.  Diga mais para eles: — Quanto a você, está liberado. Pode voar a vontade e quanto mais alto você voar, eu também votarei. 

Texto Adaptado.
Autor Desconhecido

quarta-feira, 21 de junho de 2017

SOFRIMENTO

Por: Ed René Kivitz

O sofrimento pode ser o caminho através do qual chegamos às nossas verdades. A estrada pela qual chegamos à maturidade atravessa, necessariamente, a escuridão e a solidão. A escuridão, porque sofrer implica perder as referências, desdenhar das explicações, questionar os clichês e aventurar perguntas. 
A escuridão é o momento quando não caminhamos porque vemos, mas porque intuímos, recordamos e temos fé. Intuímos o rumo certo pelo tanto que já caminhamos, recordamos as experiências aprendidas em momentos semelhantes no passado e andamos por fé, que supera as trevas, prescinde de explicações e transcende as certezas. A solidão é imprescindível na trilha do sofrimento. A dor pode ser compartilhada, mas jamais transferida. Pode ser percebida, mas não capturada. Pode até ser escondida, mas nunca suprimida. Quem sofre, sofre sempre em solidão. Não necessariamente porque lhe falta boa e providencial companhia, mas porque todo sofrimento pessoal, em sua dimensão mais profunda e essencial, é intransferível.

O sofrimento tem sua realidade particular, e não pode ser diferente: cada um sofre por uma razão, é vitimado em áreas distintas, por motivos diversos e com respostas as mais variadas, num dégradé de resiliência que vai da meninice do chororô ao heroísmo quase estóico, incluído entre os tons das cores a grandeza da fé, resignada e esperançosa, e por isso engajada e mobilizadora.
O sofrimento desperta para o ético e o estético. Convoca virtudes adormecidas a que subam ao palco: coragem, perseverança, paciência, honradez, respeito à vida. Possibilita o lapidar do caráter, apara arestas, harmoniza as formas, faz irromper a beleza escondida na frieza do coração.

O sofrimento quebranta orgulhosos, vaidosos e prepotentes, faz desmoronar intransigentes, legalistas e moralistas. Como o martelo do escultor, retira os excessos da pedra e dá à luz o belo, o sublime, o deslumbrante. Quem sofre descobre seus limites, identifica verdadeiras amizades, vislumbra novos horizontes, abre a mente para novas verdades e o coração para novos amores. 

O sofrimento produz compaixão, evoca misericórdia, gera solidariedade. O sofrimento cria caminhos para arrependimentos e confissões, subverte juízos e sentenças, possibilita aproximações e reconciliações.

O sofrimento coloca homens, mulheres, velhos e crianças, de joelhos. Faz com que os olhos procurem os céus. Dilata a alma para o mistério, conclama o espírito para o inefável, inspira poesias e canções, faz surgir nos lábios o perfeito louvor. Quem sofre aprende a perdoar e pedir perdão. Ganha a oportunidade de colocar o rosto no chão, em clamor e oração. O sofredor jamais chora em vão. Deus habita também a sombra e a escuridão.

O sofrimento é o ônus do viver, o custo do amor, a paga pelo crescimento, o preço da maturidade. Viver é muito perigoso, já dizia Guimarães. Amar é muito precioso. Crescer é muito doloroso. Amadurecer é muito custoso. Crer é coisa de teimoso.

O sofrimento diminui o poder da morte, dissolve a crueldade da indiferença, envergonha a pequenez da alma, desmascara o mundo de mentirinha da ingênua infância, quebra a maldição da incredulidade. Aceitar a realidade e inevitabilidade do sofrimento é escolher a vida, decidir amar, optar pela plenitude, apostar na fé.

sábado, 17 de junho de 2017

A Família e o Desafio da Saúde Integral

“Partiu, pois, a Sunamita e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita; corre-lhe ao encontro e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho? Ela respondeu: Vai bem.” (2Rs 4.25,26)

Quando o profeta Eliseu passou pela cidade de Suném (2Rs 4.8), ele foi convidado por uma sunamita e seu esposo, ricos, e sem filhos, para comer com eles. A partir da compreensão de que Eliseu era “um santo homem de Deus” (4.9), eles resolveram fazer um pequeno quarto em cima do muro, com uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro. Eliseu passou não apenas a comer, mas também a pernoitar ali. Eliseu profetizou que a sunamita teria um filho, o que de fato aconteceu depois de um ano (4.17). Quando o menino cresceu e estava no campo com seu pai, teve uma aguda dor de cabeça. O pai mandou leva-lo à mãe (4.19), mas o menino não resistiu e acabou morrendo. A sunamita então, colocou a criança morta sobre a cama do homem de Deus (4.21), e procurou o seu marido para dizer-lhe que ela ia ao encontro de Eliseu (4.22). Estranhando a repentina viagem, o homem perguntou à esposa: “Por quê? Não é lua nova nem sábado!” (4.23) Ao que ela respondeu: “Tudo vai bem!”, e partiu. Quando chegou perto do Monte Carmelo, Eliseu mandou perguntar-lhe: “Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho?” E ela mais uma vez respondeu: “Vai bem”. A história prossegue e ela revela a sua amargura, resultando na recuperação da vida e da saúde da criança.

Marido e mulher eram ricos, tinham sensibilidade espiritual, tratavam com desvelo o profeta do Senhor e investiam na obra de Deus, mas tinham problemas em assumir a responsabilidade pelo bem-estar do filho, além de dificuldades de comunicação. Eles estavam bem em alguns aspectos, mas nem tudo ia bem. O que se destaca aqui é a sunamita afirmando categoricamente que tudo ia bem, quando na verdade a criança estava morta.

Como vai a saúde da família brasileira? Tem bem-estar material, mas não experimenta bem-estar conjugal? Apresenta atitudes religiosas compatíveis com o que se espera, mas no fundo vive distorções e desvios espirituais profundos? Tem aparência e nome de que vive, mas está morta (conforme Apocalipse 3.1)? Como vai a saúde da sua família?

Oremos: 
1) Pela saúde integral da família brasileira. 
2) Pelos pais, para que assumam as responsabilidades pelo bem-estar de seus filhos. 
3) Para que haja boa comunicação em nossa família. 
4) Para que sejam eliminadas todas as distorções espirituais de nosso lar.
5) Para que nossa família seja verdadeiramente viva e saudável.


Fonte: Guia Devocional 30 Dias de Oração pela Família / Junta de Missões Nacionais

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Valores Desvalorizados


Segundo o dicionário Aurélio, valores são normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduos, classes ou sociedades. A humanidade necessita de valores que norteiem a sua vivência em comunidade. Muito se fala em valores que eram observados, mas hoje nem são lembrados graças à decadência moral da família. A ausência de valores provoca rupturas na família que dificilmente serão consertadas, pois aqueles que a compõem, pai, mãe e filhos, vêm adquirindo novos procedimentos que a tem distanciado dos padrões de Deus. 

A ética é definida por Motta (1984) como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vivem, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social. E como podemos definir a ética cristã? Podemos defini-la como um conjunto de valores extraídos da Palavra de Deus que deve determinar o comportamento do crente, garantindo o bom testemunho do filho de Deus. Há aqueles que definem a ética como teórica e a moral como prática. Então, a nossa ética cristã é mostrada através do nosso comportamento, visto na prática.

O nosso código de ética é a Palavra de Deus. Ela é um código completo, que determina como nossas famílias devem viver e, principalmente, como os pais devem desenvolver o caráter cristão dos filhos. Na Bíblia encontramos valores eternos e divinamente inspirados para fazer da nossa família um lar que espelhe o caráter de Cristo. A ausência desses valores levará o lar ao caos. “Para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos (valores) que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados” (Dt 6.2). 
Os valores eternos constituem bens que devem ser guardados como tesouros que enriquecem nosso lar.

Você ama os valores da Palavra de Deus, como o salmista? “Amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado.” (Sl 119.127)

Oremos: 
1) Pelas famílias cristãs, para que preservem os valores da Palavra de Deus em meio a uma sociedade decadente. 
2) Pelas famílias em geral, para que não sejam destruídas pelos novos procedimentos divorciados dos padrões de Deus. 
3) Para que o comportamento dos crentes reflita os valores do código de ética de Deus. 
4) Para que nossos lares espelhem o caráter de Cristo. 
5) Para que a sociedade como um todo perceba o caos iminente e se volte aos valores da Palavra de Deus. 


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Famílias Fortalecidas, Crianças Saudáveis


A Bíblia traz algumas histórias de famílias que viviam situações difíceis e que conseguiam ver seus dilemas solucionados quando colocavam suas angústias diante de Jesus. Vemos a cura do filho de um oficial do rei, a qual resultou em uma grande festa que atingiu toda a família do garoto. Vemos também a ressurreição do filho único de uma viúva em um povoado. Jesus sentiu a dor daquela mulher ao vê-la andando ao lado do esquife de seu filho acompanhada por uma multidão. Ao descer do monte da transfiguração, no qual Sua glória foi revelada, Jesus encontra uma situação conflituosa: um pai buscando ajuda para o filho que sofria de ataques demoníacos.

Muitas outras histórias poderiam ainda ser citadas. Porém, o comum em todas elas é que as famílias tinham problemas de diferentes níveis, e todos causavam preocupação, angústia, dor, sofrimento. Essas pessoas procuraram Jesus e encontraram nele mais do que soluções para seus problemas. Encontraram a vida, a paz, a salvação.

As famílias de hoje continuam vivendo situações difíceis e muitas vezes inesperadas. Enquanto estivermos neste mundo estaremos sujeitos a toda sorte de problemas. Todavia, famílias saudáveis são aquelas que levam suas dificuldades a Jesus. Famílias que não se acusam ou se culpam por problemas que surgem, mas que se apoiam mutuamente, e cujos membros buscam juntos no Senhor a solução.
Famílias saudáveis emocional e espiritualmente promovem um ambiente onde as crianças também são saudáveis. Crianças assim aprendem a buscar em Deus as soluções para os problemas da vida e transformam as dificuldades em oportunidades para serem fortalecidas no Senhor. Fortaleçamos nossas famílias, dependendo somente de Deus em qualquer circunstância. Dessa forma nossas crianças crescerão saudáveis, confiando no Senhor.

Oremos: 
1. Pelas famílias que estão atuando nos campos missionários. 
2. Por lares saudáveis emocional e espiritualmente. 
3. Pelas famílias que estão enfrentando dificuldades, para que se fortaleçam no Senhor. 
4.Pelas crianças de nossa família, para que cresçam saudáveis confiando em Deus. 
5.Pelas crianças em geral, para que sejam guardadas das iniciações em doutrinas e rituais demoníacos.

Por: Missionaria Jaqueline Santos – Junta de Missões Nacionais
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Jovens e Adolescentes e a Intimidade Com Deus



         “Somos transformados de glória em glória na mesma imagem.” (2Co 3.18)

É incrível saber que o Deus criador de todas as coisas tem uma história especial para cada um de nós, enquanto caminhamos seguindo os seus passos, suas pegadas. Nesse relacionamento o que Deus deseja é construir em nós a identidade de Cristo. Desenvolver uma relação pessoal e íntima com Deus é uma decisão que precisamos tomar diariamente. Só assim conseguiremos desfrutar a transformação de fé em fé, de glória em glória, de acordo com o caráter de Cristo que opera em nossa vida.

Cristo é o nosso padrão de intimidade com Deus. Sua presença habitacional em nós é a resposta para o problema básico de uma vida ou de um povo. Daí a vital importância do nosso relacionamento com Deus, da nossa intimidade com Ele.

O segredo principal do relacionamento com o Senhor é a conversão a Deus. É voltar ao Calvário sempre que se fizer necessário, para que haja assim comunhão com Deus. Nascidos de novo através da conversão a Cristo, passamos a experimentar um relacionamento novo, um relacionamento cristocêntrico. Relacionamento que começa, existe, permanece e termina na cruz. Relacionamento perfeito e eterno na glória. Esse relacionamento nos leva para a deslumbrante glória da presença de Deus, onde nossa ânsia é satisfeita, aqui e para sempre.

Ao desenvolver esse relacionamento, você vai sentir que o Senhor está sempre próximo. Vai começar a perceber Deus como Pai e desfrutar dessa paternidade. Vai considerar Jesus Cristo como seu melhor amigo. Você não vai se sentir sozinho. Você pode ter momentos de solidão, mas será capaz de sentir a presença dele em você. Ele prometeu nunca deixar ou desamparar você. O pecado vai começar a perder seu atrativo. O Espírito Santo falará através de você. Você terá o desejo de ver Deus exaltado por meio de sua vida, seu comportamento, suas palavras, e seu trabalho.

Oremos: 
1. Para que Deus produza cada vez mais em nós a identidade de Cristo. 
2. Para que os adolescentes e jovens cristãos vivenciem mais intimidade com Deus. 
3. Por uma verdadeira conversão daqueles adolescentes e jovens de nossas igrejas que ainda não desfrutam de um relacionamento pessoal e novo com Cristo. 
4. Pelas juventudes de nossas igrejas, para que sejam cheias do Espírito Santo e, assim, o pecado perca seu poder atrativo. 
5. Pelos adolescentes e jovens cristãos que têm pais e irmãos não convertidos, para que sejam fortes e corajosos no testemunho de Cristo em suas famílias.

                                               Por: Gilciane Abreu - Lider da Juventude Batista Brasileira
                                                      Guia Devocional 30 Dias de Oração pela Família


terça-feira, 16 de maio de 2017

A Mulher e a Sua Relação com Deus

Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.” (Lc 10.41,42)


Nós, mulheres, temos muitos afazeres dentro e fora de nossa casa. Um exemplo de tarefa doméstica pode ser encontrado no texto acima, que narra uma ocasião em que Jesus estava na casa de Marta e Maria. Marta estava fazendo uma coisa boa – e geralmente nossos afazeres não são coisas ruins –, pensando no bem-estar de Jesus. Ela estava preparando um banquete digno do Senhor. Porém, foi exortada pela palavra de Jesus, que lhe disse que um prato seria suficiente e que Maria, a quem ela criticava, é que havia escolhido a boa parte. Jesus deu a Marta a oportunidade de entender a necessidade de priorizar o relacionamento com Deus.

Hoje não é diferente! Temos muitas coisas a fazer! E são coisas boas. Contudo, a Palavra de Deus nos adverte: precisamos escolher a boa parte! 

Nesses 30 dias de oração pela família precisamos glorificar a Deus priorizando nosso relacionamento com Ele. Precisamos buscá-lo sempre em primeiro lugar em nossa vida. Separar um tempo diário para leitura e meditação da Palavra de Deus, buscando-o em oração para crescermos em nossa intimidade com Ele. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33)

Deus quer falar conosco. Isso acontece em nossos momentos de oração pessoal com Ele. Vale a pena experimentar! É tempo de parar e meditar: qual tem sido a sua prioridade? Dar conta dos afazeres domésticos ou investir tempo na presença de Jesus?

Oremos: 
1. Para que cada membro da família prefira estar com o Senhor Jesus a dedicar seu tempo em tarefas boas, mas que não são a prioridade. 
2. Para que cada membro da família rejeite a atitude de preocupar-se com muitas coisas a ponto de se esquecer de Deus. 
3. Para que tenhamos um relacionamento muito bom com cada membro da família. 
4. Para que as mulheres sejam boas cumpridoras das tarefas do lar, porém saibam escolher a boa parte ao lado de Jesus. 
5. Para que as nossas muitas preocupações nos levem a orar sem cessar.

                                        Por: Mis. Maria Elena Leão Santos – Junta de Missões Nacionais
                                                  Guia Devocional 30 Dias de Oração pela Família

terça-feira, 9 de maio de 2017

A Família e a Melhor Idade

Quando Deus criou Adão e Eva, estava planejando que a família seria a célula mater da sociedade. Famílias bem estruturadas, sob a orientação do Senhor, formam uma sociedade saudável.

Toda família tem crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Nas famílias cujos membros dão atenção uns aos outros, a convivência entre os familiares é harmoniosa, todos aprendem a conviver em amor uns com os outros e desfrutam as boas características de todas as faixas etárias, que afloram prazerosamente no relacionamento diário. 
Um idoso amado e cercado por toda a família com certeza terá uma velhice feliz e abençoará os que o rodeiam.
Na Bíblia encontramos exemplos de idosos abençoados por Deus e que, vivendo cercados pela família, tornaram-se bênção para todos os que viveram à sua volta. Moisés, Abraão, Jacó, José e muitos outros eram respeitados e honrados quando estavam com a idade avançada.Como servos de Deus, tinham palavras sábias, o que era motivo para que os mais jovens os procurassem para receber conselhos. O texto bíblico fala de Jacó, que, perto de morrer, rodeado por seus doze filhos, abençoou-os com bênçãos específicas, uma para cada um deles. Depois disso, descansou tranquilamente, com o sentimento de missão cumprida (Gn 49.1,33). Também Abraão, diz a Bíblia, morreu em ditosa velhice (Gn 25.7,8).

Que tipo de tratamento estamos dando aos idosos de nossa família? Que tipo de idoso estamos sendo em nossa família? Dediquemo-nos ao estudo da Palavra e à comunhão com o nosso Pai para termos a sabedoria de Deus. Assim seremos buscados, honrados e tratados com carinho por nossos familiares.

Oremos: 
1. Para que as famílias sejam bem estruturadas e orientadas pelo Senhor. 
2. Para que cada membro da família seja atencioso com o outro a fim de que haja uma convivência harmoniosa no lar. 
3. Para que os mais idosos tenham conselhos sábios para dar aos mais jovens, e que estes, por sua vez, escutem e sigam tais conselhos. 
4. Para que haja respeito entre as gerações na família. 
5. Para que toda a família busque a comunhão diária com o Senhor.

Por:  Mis. Lúcia Margarida – Diretora Executiva da UFMBB
Guia Devocional 30 Dias de Oração pela Família