quarta-feira, 26 de abril de 2017

Jogo da Baleia Azul

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Como os educadores podem alertar
pais e jovens sobre os perigos?
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O noticiário da última semana foi tomado com reportagens sobre a prática do “Jogo da Baleia Azul”, uma espécie de gincana, disputada pelas redes sociais, que propõe desafios sinistros aos adolescentes, como fazer selfies assistindo a filmes de terror, atravessar a rua devagar e até automutilar-se. A psicóloga Camila Cury, do programa educacional Escola da Inteligência, alerta que em casos mais graves, o jogo pode levar os jovens a cometerem suicídio e que o diálogo aberto entre pais, escola, crianças e adolescentes é imprescindível para evitar tragédias.

De acordo com a psicóloga, fundadora do Programa Educacional que tem como objetivo desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar, é importante que todas as pessoas que convivem com crianças e adolescentes fiquem atentos a possíveis mudanças de comportamento. “Vivemos em uma sociedade em que os índices de depressão são muito altos. Os educadores, que fazem parte da formação destes jovens, devem trabalhar profundamente a educação das emoções e da inteligência. Isso irá refletir na melhoria dos índices de aprendizagem, na redução da indisciplina, no aprimoramento das relações interpessoais e também no aumento da participação da família na formação integral dos alunos”, explica.

As evidências sobre a brincadeira são alarmantes: na Rússia (possivelmente o local no qual a prática surgiu), em 2015, uma jovem de 15 anos se jogou do alto de um edifício - dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Depois de investigar a causa destes e outros suicídios cometidos por jovens, a polícia ligou os fatos a um grupo que participava de um desafio com 50 missões, sendo a última delas acabar com a própria vida.

No Brasil, o jogo tem preocupado as autoridades. Em três Estados, pelo menos, já existem investigações abertas para apurar mortes e tentativas de suicídio.

Para Camila Cury, jovens com habilidades para construir relações saudáveis e administrar conflitos terão segurança, autoestima, autocontrole, e por consequência ficariam fora de jogos que estimulem a automutilação e o suicídio. “Professores e pais devem estar sempre abertos ao diálogo. Os adolescentes sem laços familiares fortalecidos e com baixa estima estarão mais vulneráveis a este tipo de conduta autodepreciativa”, esclarece.

Segundo a Organização Mundial da Saúde pelo menos 90% dos casos o suicídio pode ser prevenido, pois estão associados a psicopatologias diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. “O desenvolvimento das habilidades socioemocionais, melhora a capacidade de trabalhar perdas e frustações. Deste modo, os jovens aprenderão a valorizar seu bem mais precioso: a vida”, finaliza Camila Cury.


Sobre a Escola da Inteligência

A Escola da Inteligência é a primeira empresa do Grupo Educacional Augusto Cury e foi criada em dezembro de 2010 na cidade de Colina - SP. Desde 2012, a Escola passou a funcionar em Ribeirão Preto, sob a direção de Camila Cury e Bruno Oliveira.

O Programa inovador é aplicado em 1 hora/aula por semana, dentro da grade curricular, como uma nova disciplina ou dentro de uma disciplina já existente e conta com o auxílio de materiais impressos e audiovisuais, avaliação do desenvolvimento da inteligência socioemocional e formação dos professores, para ensinar os alunos sobre o funcionamento da mente e os comportamentos humanos.

A metodologia da Escola da Inteligência é específica para cada faixa etária, e envolve as seguintes áreas do saber: Neurociência, Psicologia e Filosofia. Atualmente, o Programa atende diretamente mais de 300 mil alunos em instituições privadas e públicas no Brasil.

O site do programa é o www.escoladainteligencia.com.br

Fonte: Medialink Comunicação

sábado, 15 de abril de 2017

A Revelação do Caráter

~Semana da Páscoa~

“Nós, homens altivos, não passamos de pobres pecadores, limitados e ignorantes; construindo castelos no ar e empregando mil artes e artimanhas, mais e mais nos afastamos de nosso alvo. Senhor, dá que olhemos para a tua salvação. Não permitas que nos apeguemos ao que é passageiro e que nos entreguemos à vaidade. Dá que em simplicidade vivamos a nossa vida, crentes e alegres, assim como as crianças fazem.” 
Matt hias Claudius, 1740-1815, poeta alemão
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“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” 
(I Co. 1:18). 

A loucura da cruz é que ela expõe a vergonha do mundo. Revela o que há de pior nas pessoas. Revelou a traição de Judas, a covardia de Pedro, o medo dos discípulos, a hipocrisia dos sacerdotes, a irresponsabilidade de Pilatos, a fé egoísta e interesseira de um dos ladrões, a disputa cínica dos soldados. Foi a cruz que expôs a corrupção do poder, a injustiça dos sistemas políticos, a falsidade dos interesses religiosos. É por isso que Paulo afirma que “certamente”, sem sombra de dúvidas, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem. Ela denuncia a loucura humana. Por outro lado ela é também o poder de Deus, revela o que
há de melhor nas pessoas. Revelou o melhor do outro ladrão, cuja fé humilde e sincera, o conduziu à salvação; o melhor de Simão, o cirineu, que carregou sobre si a pesada cruz do Senhor; o melhor de José de Arimatéia que tirou Jesus da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o sepultou.
A cruz sempre revelou o melhor e o pior nas pessoas. Para uns, é loucura, denuncia a perdição; para outros é o poder de Deus, demonstra a salvação.
Quando você se vê diante da cruz de Cristo, o que é que ela revela sobre sua vida?

Intercessão
Ore para que a cruz seja o único instrumento revelador do nosso caráter, que tenhamos coragem de olhar para ela e conhecer o que há de bom e ruim em nós.

Oração
Senhor, tenho buscado noutros espelhos conhecer minha face. Alguns mostram imagens que gosto de ver, alimentam meu ego e vaidade, outros mostram aquilo que me assusta e logo me afasto. Ambos mostram imagens imperfeitas, corrompidas e maculadas. Imagens de homens. Só o Senhor é a imagem perfeita, o homem completo, aquele de quem fui criado imagem e semelhança. Somente o Senhor pode refazer minha imagem corrompida e perdida. Amém.

Extraído:   Publicação Editora Ultimato "Para Celebrar a Páscoa " -  Ricardo Barbosa

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ainda Não...

~Semana da Páscoa~

“Senhor, não é minha oração, não são minhas lágrimas, não é minha ação nem meu sofrimento, não é minha luta nem minha esperança que me salvam. 
É tua graça, nada mais.”  
(Eva Von Thiele-Winkler, século 19)
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“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

Eu gosto quando o apóstolo Paulo usa o advérbio “ainda”. Fala de alguma coisa não concluída, incompleta, em formação. Deus vem a nós quando ainda não somos. Ainda não somos os homens e mulheres que deveríamos ser, ainda não amamos como deveríamos amar, ainda não somos os amigos que gostaríamos de ser, ainda não somos honestos, verdadeiros, sinceros… ainda não… Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores, e sua morte continua demonstrando seu amor a nós que ainda continuamos pecando.
O “ainda não” fará sempre parte da nossa experiência espiritual, da nossa necessidade de salvação, da nossa vida comunitária. O amor de Deus é manifestado a nós enquanto ainda lutamos com nossas limitações, finitudes e pecados. Precisamos também aprender a usar este advérbio e demonstrar nosso amor àqueles que também “ainda não” chegaram a ser.
A igreja é uma comunidade que ainda aguarda a plena salvação. Você tem tido para com os outros a mesma paciência que Deus tem com você?

Intercessão
Reconheça que ainda não chegou a ser o que Deus espera de você e ore para que seu amor para com os que ainda também não são seja mediado pela graça manifestada na cruz de Cristo.

Oração
É bom saber que provas teu amor vindo a nós quando o pecado ainda faz parte de nossa vida, que não esperas de nós a perfeição, a pureza, para nos amar; que nos amas assim como somos, pecadores e imperfeitos. Somente um amor assim nos dá forças para lutar contra o pecado, para confessá-lo e seguir no caminho da fé, aprendendo, ouvindo, provando e crescendo. Amém.

Extraído:   Publicação Editora Ultimato "Para Celebrar a Páscoa " -  Ricardo Barbosa

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Cruz e o Discípulo

~Semana da Páscoa~


“Voltar as costas a ti significa cair. Voltar o rosto a ti significa ressurgir. Viver em ti dá refúgio eterno. Em todas as nossas tarefas queiras dar-nos o teu apoio, em toda a nossa insegurança queiras guiar-nos, em todo o sofrimento dar-nos a tua paz.”                (Aurelius Augustinus) 
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“E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não  pode ser meu discípulo” (Lc. 14:27).

Há uma cruz que nos pertence, que nos identifica como discípulos de Cristo e sem a qual não podemos seguir no caminho da fé. Temos que aceitá-la e tomá-la. Não há nenhuma possibilidade de compreender e viver a vida da fé sem colocar no centro dela a cruz. Muitos pensam que a “sua cruz” é algum tipo de sofrimento, doença ou privação que devem ser suportados.
No entanto, a nossa cruz deve ser como a do nosso Senhor, uma escolha livre e consciente, um caminho de renúncia, uma opção pelo amor. A nossa cruz envolve a negação e a afirmação. Nela negamos tudo aquilo que representa a morte, o pecado, a mentira, os poderes e as ilusões; negamos aquilo que desumaniza e nos afasta do Criador. Nela, por outro lado, afirmamos a vida, o perdão, a graça, o amor; optamos por Deus, pelo seu reino de justiça e paz. Tomar a nossa cruz é escolher viver e morrer em obediência a Cristo, na comunhão do seu corpo e na esperança do reino.
A sua vida de fé inclui uma cruz? O caminho do discipulado com Cristo envolve negação e afirmação?

Intercessão
Interceda para que haja em nós disposição e coragem para seguir no caminho do discipulado com Cristo. Que os obstáculos e dificuldades sejam superados e vencidos pela fé, coragem e compromisso com o Senhor.

Oração
Senhor, nossa compreensão da cruz é ainda muito limitada. Abraçamos teu convite ao discipulado sem saber o que nos espera pela frente. São muitos os pregadores que prometem uma vida próspera, saudável e sem dificuldades. Mas o Senhor nos aponta outro caminho. Muitos desistiram, voltaram para casa. Ajuda-nos, fortalece-nos. Não queremos voltar, muito menos queremos uma vida medíocre. Dá-nos disposição para viver e morrer por ti. Amém.

Extraído:   Publicação Editora Ultimato "Para Celebrar a Páscoa "  Pr. Ricardo Barbosa

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Como Estou Vivendo?


…pois aquilo que o homem semear,
 isso também ceifará. v.7 
(Gálatas 6: 7 a 10)


Algumas pessoas envelhecem graciosamente, enquanto outras se tornam mal-humoradas e reclamam bastante. É importante saber como estamos vivendo, porque envelhecemos cada dia que passa.

As pessoas não se tornam irritadiças e mal-humoradas simplesmente porque estão envelhecendo. A velhice não precisa nos tornar hipercríticos e raivosos. Não. O mais provável é que nos tornemos aquilo que estamos desenvolvendo durante a nossa vida.

Paulo escreveu: “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6:8). Aqueles que buscam o interesse próprio e pensam somente em si mesmos estão plantando as sementes que produzirão uma colheita de sofrimentos para si e para os outros. Por outro lado, aqueles que amam a Deus e se preocupam com o próximo estão semeando sementes que, em seu tempo, trarão uma colheita de alegria.

O autor, C S. Lewis colocou desta maneira: “Toda vez que você faz uma escolha está transformando a parte central do seu eu, a parte de você que faz escolhas, em algo um pouco diferente do que era antes.” Podemos escolher submeter as nossas vontades a Deus diariamente, pedindo-lhe que nos dê forças para vivermos para Ele e para os outros. À medida que Ele trabalha em nós, precisamos perguntar: Como estou vivendo?

As sementes que semeamos hoje determinam o tipo de fruto que colheremos amanhã.


Por: David Roper  (Devocional Presente Diário)


quarta-feira, 29 de março de 2017

Valores

Paulo respondeu: “Em pouco ou em muito tempo, peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, porém sem estas algemas” (At 26.29).

Conta-se uma fábula de um príncipe que se orgulhava de sua coleção de 12 pratos de porcelana rara. Certo dia, o seu zelador, em um momento infeliz, sem querer quebrou uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou-o à morte. Às vésperas da execução, um sábio apresentou-se ao príncipe e pediu para ver os pratos. Ele aproximou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore, arrebentando-as todas. Então disse: – Pronto, meu senhor, assim fica resolvido o problema da sua preciosa coleção. Agora podeis mandar matar-me. Sacrifico-me em benefício dos que iriam morrer no futuro, quando cada uma dessas peças fosse quebrada separadamente.

Podemos achar um absurdo alguém valorizar mais um prato do que uma vida, mas vivemos em um mundo de valores invertidos, de atitudes semelhantes à desta fábula. Hoje muitos valorizam mais os bens do que a vida humana. É mais comum ver pessoas impacientes do que tolerantes. Gente com muitas posses, mas cada vez mais insatisfeita. Pessoas cultas, mas mesmo assim nada sábias. Um mundo de muitas extravagâncias e exageros, mas pouca fé e piedade.

Ver o mundo assim causa tristeza. Ficamos decepcionados com a atitude de muita gente. Mas, em vez de ficar desanimados com o gênero humano, devemos lembrar que Cristo se entregou por nós a fim de nos libertar desta maldade. Em um mundo que perdeu seus valores, devemos renunciar ao egoísmo e viver de maneira sensata e piedosa, falando do amor de Deus a quem estiver distante dele e dedicando-nos à prática das boas obras. Se for necessário, que quebremos alguns pratos e soframos as consequências em benefício de outros. – HSG

Valorize o que tem valor para Deus.


Extraído: Devocional Presente Diário 2017 - RTM

quinta-feira, 23 de março de 2017

Cura Emocional


Ele foi rejeitado desde o ventre de sua mãe. Filho de um relacionamento extraconjugal de seu pai com uma prostituta, cresceu marcado pela rejeição da sociedade, além de ser taxado de bastardo pelos próprios irmãos. Expulso de casa pelos familiares, fugiu para uma região desértica e sem vida, como se dissesse a si mesmo que não merecia viver num lugar melhor. Rejeitado pelos outros, agora era ele quem rejeitava a si mesmo! Esta é a vida de Jefté, e sua história é contada no livro de Juízes, capítulos onze e doze.
No entanto, esta também é a história de muitas outras pessoas que têm provado de diversas maneiras a experiência da rejeição. Feridas causadas pela traição, abandono, abusos de autoridade, cravam em nossas almas cicatrizes que penetram até o profundo do nosso ser, e que podem, caso não sejam tratadas gerar enfermidades espirituais ainda mais sérias.

A história de Jefté, no entanto, não termina com suas feridas, pois sofreu uma profunda reviravolta operada por Deus. A Bíblia fala que o povo amonita oprimia a nação de Israel, e o único lider militar capas de levar a nação à guerra, e vencer os amonitas, era Jefté. Suas feridas o haviam forjado para aquele momento.
Havia um propósito divino com todas as intempéries que ele havia passado, pois sua rejeição o levou a se tornar um grande líder militar, e depois, num tempo de opressão o tornou o grande libertador de sua nação. Jefté levou Israel a vitória! A Bíblia fala que ele, antes de ir à batalha, abriu seu coração e expôs as suas mágoas a Deus. Por isso Jefté estava preparado! Quando expomos nossas feridas ao médico dos médicos, Ele nos cura! Jefté também percebeu o seu valor naquele momento de crise, e deixou suas lamurias de lado, e abraçou o propósito de Deus para a sua vida.

Jesus nunca disse que não teríamos problemas nesta vida. Muito pelo contrário pois Ele afirmou que teríamos sim aflições. No entanto, tal qual um pastor de ovelhas trata cautelosamente as feridas causadas pelas pedras e espinhos em suas ovelhas. Jesus caminha diariamente conosco, e com seu bálsamo espiritual, derrama cura em nossas feridas, trata corações, conserta relacionamentos e cicatriza feridas abertas.

Quando abrimos nossa alma a Deus, e entendemos o propósito divino para as nossas vidas, como Jefté, realmente experimentamos cura!

Que DEUS te abençoe.


Por:  Pastor Eliezer Magalhães - Revista da PIB de 06/06/2010 -

terça-feira, 21 de março de 2017

Quando sua Vida Devocional #Fail


Por: Marcos Botelho
Quando vamos conversar sobre vida devocional, hábitos de leitura bíblica e oração, quase sempre ouço a mesma desculpa, que por sinal é a que eu uso, não tenho tido tempo para ler a palavra e falar com Deus.
Limitamos nossa vida em orações rápidas em cultos, antes de dormir e comer e, lemos a Bíblia em brevíssimas paradas programadas no dia.
Mas um tempo atrás tomei um susto em uma visita que fiz a um amigo doente, ele tinha sofrido um acidente que o deixou em uma cadeira de roda, não saia de casa, não podia fazer o que fazia antes, tinha todo o tempo do mundo.
Foi quando perguntei como estava este lado da vida dele, de leitura da palavra e de oração e ele falou para mim, triste, que não fazia, sempre procrastinava, arranjava outras prioridades e estava percebendo que no fundo ele não tinha prazer em se relacionar com Deus.
Sei que este meu amigo era um servo de Deus e, por esta certeza, foi que me entristeci.
Comecei a ver o tanto que nos enganamos neste assunto, pois sempre temos tempo para ficar online.
Culpamos nosso trabalho, ritmo de vida, falta de ambiente, a TV, a internet, ou melhor, culpamos a falta de tempo, mas não vemos que o verdadeiro motivo é que não temos prazer nas coisas do Senhor, não é nossa prioridade o relacionamento com Deus, nosso coração não se importa o suficiente se não esta perto de Deus.
Entender o verdadeiro motivo pelo qual não nos relacionamos com Deus, irá nos humilhar sim. Mas será o primeiro passo para um relacionamento sincero com o Pai. Um passo para uma maior dependência Dele.

quinta-feira, 9 de março de 2017

OS BENEFÍCIOS DE DEDICAR MAIS TEMPO PARA OS FILHOS



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Pesquisa realizada em Israel aponta que os pais só disponibilizam 14 minutos e meio para suas crianças
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 Por: Rabino Samy Pinto

Dedicar um tempo adequado para os filhos se tornou uma grande luta para os pais nos dias de hoje. Eles passam o dia no trabalho, e quando chegam em casa têm que se dividir com os afazeres do lar, o descanso, as mídias sociais e as crianças, essas cada vez ganhando menos horas de atenção dos seus responsáveis. Uma pesquisa realizada em Israel, pelo professor Amos Rolider, aponta que os pais dedicam apenas 14 minutos e meio por dia a suas crianças no país, uma queda alarmante se comparada há 20 anos, em que disponibilizavam duas horas por dia.

Os dados são preocupantes, já que os pais deveriam desempenhar uma das tarefas mais elementares do homem na terra, que é cuidar de seus descendentes e passar valores para eles. Afinal de contas, de todos os seres vivos, o homem é o que mais depende do seus ancestrais. O Rabino Samy Pinto, responsável pela Sinagoga Ohel Yaacov, compartilha um pouco da sabedoria milenar judaica e destaca os benefícios de disponibilizar um grande período de tempo para as crianças e adolescentes, e também as consequências de ser ausente na vida deles.

Gere amor e seja um modelo
Não se encontra entre os seres vivos relações tão fortes entre pais e filhos, marido e mulher, irmãos e, até mesmo, relação com os avós, como nos seres humanos. Diferente dos outros seres, em que seus filhotes criam dependência muito mais rápido, o homem tem uma dependência maior de seus progenitores. E a dedicação de tempo dos pais para com a criança gera um fenômeno muito interessante: o amor. “A dependência gera o amor. Aquele que doa produz amor, e aquele que recebe produz admiração. Vê naquele que doa modelo educativo”, comenta Samy.
Essa admiração, consequência do amor criado, fará com que a criança e o adolescente vejam nos pais um modelo significativo a seguir, ele vai poder andar, transformar e melhorar o mundo, porque a dependência gerou nele um ser amado, pronto para atuar na sociedade. “Essa pesquisa dos 14 minutos e meio nos dá um alerta, a falta de tempo para com os filhos fará com que eles saiam desta relação muito desequipados, inseguros e suscetíveis a uma série de influências não desejáveis dentro da sociedade”, comenta o rabino Samy.

Seja um porto seguro e não um fornecedor de presentes
Hoje em dia, uma característica muito presente nos lares é que pai e mãe trabalham fora, isso faz com que exista um cansaço dentro do lar. Os pais já chegam exaustos em suas casas, trazendo menos tempo de convivência, e menor disposição física e emocional para tratar os filhos. Em muitos casos, essa ausência causa nos pais o sentimento de culpa, que, para compensar, acabam retirando limites e criando uma situação de presentes e de mimo para que as crianças apreciem eles. “Sem limites e com excesso de presentes, nós criamos, ao invés de filhos, príncipes e princesas tiranos. Porque eles nos exigem cada vez mais, não no aspecto intelectual e emocional, mas sim no aspecto material”, adverte o rabino.

Outra consequência negativa, da tentativa de compensar a ausência, é a crise de autoridade dos pais, tornando as crianças e adolescentes mais agressivos. “Um bom tempo dedicado aos nossos filhos fará com que eles nos vejam, na concepção original do modelo educativo, como um porto seguro para ajudá-los a alçarem voos”, completa.

Desligue a TV e o Smartphone
Não é somente o fato de que pai e a mãe trabalham fora e chegam cansados em casa que diminui a disposição deles de se dedicarem aos seus filhos. Recentemente, os aparelhos eletrônicos ganharam grande espaço na vida das pessoas, e o uso inadequado e exagerado deles vem substituindo o tempo precioso para se estar com as crianças. De acordo com o rabino Samy, “Cada vez mais, as horas que poderiam ser usadas para estreitar um bom relacionamento com os filhos, estão sendo usadas para sites de relacionamentos, e outras atrações eletrônicas disponíveis no mundo da Internet”.

Para a sabedoria milenar judaica, o melhor educador de um ser humano é o seu pai e sua mãe. “Eles são insubstituíveis e intransferíveis, não se pode passar está missão para qualquer outro. São eles que têm todas as condições de trabalhar como modelos, com tempo, para entregar ao mundo homens e mulheres que poderão fazer a diferença na sociedade”, conclui o Rabino Samy Pinto.



segunda-feira, 6 de março de 2017

Brilhar Como Estrelas


Você já teve oportunidade de olhar para o céu numa noite estrelada?  Já pensou em  como o brilho das estrelas faz toda a diferença no azul escuro do céu? Tentou imaginar como o céu ficaria se não houvesse estrelas? Com certeza, seria muito sem graça, e provavelmente ninguém olharia para cima nas noites quentes de verão, porque tudo já seria muito conhecido.
Mas, com as estrelas a enfeitar o céu, tudo é diferente! 
Numa  noite  estrelada, a  claridade  das  estrelas sempre traz novas nuances,  novos espaços para descobrir e desenhos imaginários a  realizar    sensações  que nos  fazem  sonhar  acordados e agradecer a  Deus por ser  tão  criativo  e  meticuloso, por pintar o céu com  uma  imensidão  de  pontinhos  luminosos  que  enriquecem o azul escuro.
Provavelmente   Paulo deve  ter  pensado  nessa experiência  quando  nos comparou  com estrelas do  universo  no  meio  de uma   geração   perversa. Se  olharmos  para  o  céu escuro   e   imaginarmos que  cada  estrela  tem  um propósito  definido,  uma missão  única,  que  mais ninguém pode realizar por ela,   podemos   compreender  completamente  o que  deus  deseja  de  suas estrelas   humanas:   que sejam instrumentos únicos, especiais  e  irrepetíveis  do  grande amor de  Deus por toda  a  humanidade,  que vive  oprimida  nas  sombras  de  uma  vida  vazia, sem brilho, esquecidos em suas lutas diárias, solitários, vivendo de forma perversa e degradante. Você  e  eu,  pequenas estrelas  no  universo  de Deus,  temos  um  chamamento   específico,   uma tarefa  que,  em  princípio, pode parecer insignificante diante das atrocidades do mundo sem Deus, mas que faz  uma  grande  diferença para pessoas queridas, que são  nossos  companheiros no  trabalho,  na  escola  e na família, e esperam, com ansiedade por  um  pouco de luz em suas vidas

Por:  Martha Zimermann de Morais
Revista Dia a Dia Com Deus – PIB Curitiba

sábado, 4 de março de 2017

Doenças da Alma


É cada vez mais raro termos tempo para conviver com a família, dar atenção aos filhos, ter um momento divertido com amigos, coisas simples que fazíamos antigamente – e que a geração que hoje está no auge do crescimento profissional viveu no passado.

Essas memórias, juntamente com a ansiedade de crescer como profissional e como pessoa na sociedade, criam situações que deixam as pessoas cada vez mais frustradas consigo mesmas, trazendo uma angústia que se transforma rapidamente em doença física ou psicológica.
O estresse e a depressão são cada vez mais frequentes em pessoas do nosso convívio diário. Casamentos têm sido abalados e famílias, desfeitas. Jesus, em sua trajetória pela terra, demonstrou indignação com as pessoas e suas atitudes, com a sociedade, e até mesmo com os seus discípulos, como podemos ver nos textos de Mateus 12.34: “Raças de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca”. em Mateus 26.40: “E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo?”
Jesus nos permite passar por essas frustrações para que possamos buscar algo maior no reino dos céus.

Ele nos dá sua resposta a isso em Mateus 6.33-34 quando diz: “Mas,buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque  dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” Em João 12.25, diz: “Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna”.
Se o foco da nossa vida está só neste mundo e neste momento, as frustrações irão aumentar, mas, se focarmos no reino de Deus, veremos que atitudes simples como levar os filhos no parque para passear, passar um tempo na casa dos pais, assistir a um filme com o marido/ esposa ou namorado(a), convidar amigos para uma célula para orar, conversar e ler a Bíblia fazem-nos sentir melhor e demonstram que nos importamos com as pessoas. Isso vale mais no reino dos céus do que qualquer posição de destaque em uma grande empresa ou na sociedade.


Mara Kadowaki

Membro da PIB Curitiba

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

EM OBRAS

Quando vemos uma placa “em obras”, já nos precavemos, porque existe algum perigo pela frente, e reduzimos nosso ritmo. 


Existem situações em que a velocidade tem que ser muito reduzida, ou até mesmo precisamos parar!
Devido àquela advertência, temos a certeza de que existem pessoas trabalhando para restaurar a estrada que, por alguma situação ou emergência, necessitou de reparos, ou até mesmo de sua reconstrução. Que estão realizando uma boa obra, para nosso benefício.
Entre os condutores, principalmente quando o reparo é de grande extensão, e são obrigados a parar, existem aqueles que perdem a paciência e descem do carro, reclamando do tempo que estão perdendo ali. Outros há que também se irritam, mas tentam manter o controle. Já outros continuam em paz, não se deixando afetar por aquela situação que não pode ser mudada naquele momento, com a certeza de que, na próxima vez que precisarem passar por aquele lugar, a estrada estará restaurada.
Esta estrada somos nós sendo reconstruídos e preparados para o momento mais glorioso da história, o dia do encontro com o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, pois aquele que começou a boa obra estará nos aperfeiçoando até aquele dia. (Fl 1:6)
A igreja passa por este processo durante toda sua caminhada terrena, alguns sofrendo pequenos reparos aqui e acolá, enquanto outros precisando de reconstrução completa, mas é necessário termos consciência de que, em maior ou menor grau, todos estamos em obras constantemente.
Estas têm por objetivo nosso enchimento transbordante de amor uns pelos outros, o crescimento em conhecimento e compreensão espiritual, a capacitação para vermos com clareza a diferença entre o certo e o errado, a nossa purificação para que ninguém possa nos censurar, realizando sempre boas obras, que são compatíveis com um filho de Deus. Fl 19-12
Também não podemos esquecer de que o maior fruto que podemos produzir pela estrada da vida é o amor, do qual resultam paz, alegria, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, portanto se a nossa estrada estiver sofrendo pequenos reparos, devemos nos dispor a ajudar na reconstrução daquela que está despedaçada, deixando de lado todo sentimento de superioridade, ou de ira, nos achando melhores ou que estão nos atrapalhando.
Estamos em processo de aperfeiçoamento, portanto não somos perfeitos, e jamais seremos enquanto estivermos vivendo na condição de pecadores. Naquele dia glorioso, pela graça e misericórdia do Senhor alcançaremos a perfeição, quando seremos recebidos de braços abertos pelo autor e consumador da nossa fé se, ao longo desta estrada, permitirmos a realização destas obras em nossas vidas.

Por:Elaine Pra Koene
Voluntária da Min. De Comunicação
PIB Curitiba

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
Educação enferruja por falta de uso.
"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.
Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."