sexta-feira, 15 de novembro de 2019

As dores da vida moderna


Correria, tarefas demais, trânsito, necessidades “criadas”, a vida moderna nos bombardeia com uma quantidade sem fim de sistemas estressantes. Resultado? Ansiedade, insônia, síndromes, medicamentos anestesiantes e a busca de fórmulas milagrosas para viver melhor. Elas não existem, mas existe algo chamado mudança de comportamento. E você começar já, pelo seu próprio bem.

Tudo começa na nossa mente. Na verdade, nosso sistema inteiro de saúde está condicionado pelo que acreditamos ser bom/bonito/necessário. Acontece que essas crenças podem, também, não ser genuinamente nossas, mas geradas pelo senso comum, pelos códigos familiares e sociais em que estamos inseridos. Então, pensamos, por exemplo, que estar ocupados o tempo todo é sinal de produtividade. E adoecemos por isso. E será que essa é mesmo uma verdade?

Assim como a questão de uma agenda super atribulada, existem outros fatores conectados à modernidade, como estar conectados o tempo todo, estar sempre disponíveis, manter a casa, o corpo,  a vida em ordem, praticar exercícios, acordar cedo, dormir tarde, acompanhar as séries do momento, estar por dentro das últimas novidades, ter um carro do ano, o último modelo de celular e um computador turbinado. Só para fazer uma lista básica.

E aí, nós perguntamos: o quê, de tudo isso, faz realmente sentido para você. Será que é tudo realmente necessário, ou será que vamos adquirindo conceitos, aceitando necessidades, comprando, literalmente, saúde empacotada (de alimentos a medicamentos), sem pensar em quem somos, o que desejamos genuinamente e o quê, disso tudo, nos faz sentir felizes.

A infelicidade é uma das maiores causas das doenças modernas

Na verdade, muitos sentimentos podem ser confundidos com infelicidade e vice-versa. Nos sentimos, muitas vezes, tão cansados que podemos parecer, para nós mesmos, como infelizes. Ou então, estamos vivendo tão no piloto automático, sem ouvir e preencher nossos sonhos e desejos, que entramos em uma apatia perante o que nos acontece de bom.

Podemos apostar que existem situações boas no seu dia, talvez você esteja tão anestesiado que não esteja conseguindo ver. E aí, qual é a saída? Tudo precisa começar pela sua vontade. Quer mudar? Aí, sim, podemos te dar várias ferramentas. Desde as mais simples, como diminuir a lista de coisas a fazer no seu dia, na medida do possível, verificando o que é desnecessário ou pode esperar, ser grato pelo que você já tem e é, e buscar pessoas positivas para conviver.

Até algumas mais complexas, que podem investigar se você tem traumas ou crenças que ajudem nesse processo de se exigir demais e de se colocar em uma posição sacrificante, como se fosse esse tipo de atitude, de se cobrar e de sempre estar atarefado, fosse ser motivo de alguma recompensa no futuro. Procure técnicas que podem ajudar muito no seu processo de ser mais feliz.



Saiba mais em:
Fonte: BLOG BIOINTEGRAL SAUDE

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Brincadeiras contribuem para construção de vínculos entre pais e filhos


Além de assegurar a valorização de momentos cotidianos, a criança cuidada por meio do divertimento é mais feliz, afirma especialista
Brincar na infância é mais do que carregar boas lembranças para a idade adulta, é também uma forma de trabalhar o desenvolvimento da criança e um momento de interação entre os pais e filhos.

As atividades cotidianas da criança demandam tempo e atenção dos pais e, muitas vezes, acabam se tornando mais uma tarefa a ser concluída, uma “obrigação”. É importante que os pais consigam perceber que essas situações, na verdade, possibilitam a troca de afeto e a construção dos elos familiares – além de momentos de diversão.

“Muitos pais têm dupla jornada, ou seja, atividades dentro e fora de casa. E muitas vezes, com a correria do dia a dia, acabam não percebendo que momentos singulares fazem muita diferença na vida de seus pequenos. A conexão diária, além de ser valorizada pelas crianças, é considerada um pilar fundamental para o desenvolvimento infantil. E o brincar é uma das formas para essa conexão”, explica a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

As crianças tendem a participar de várias decisões sobre sua rotina, emitindo suas preferências e opiniões e podem, com a devida motivação, ajudar em várias tarefas por meio de brincadeiras. 

Como exemplo, Rita cita a possibilidade de a criança se recusar a escovar os dentes porque terá que deixar de fazer algo mais divertido naquele instante. “Neste caso, os pais podem transformar essa tarefa em algo mais lúdico, a fim de que o filho se sinta mais estimulado para tal atividade”. 

Outras ações podem ajudar na construção do vínculo entre pais e filhos. Entre elas a psicóloga destaca a leitura de histórias; os jogos de tabuleiro, em que os pais explicam as estratégias e como não depender da sorte para ganhar; a coleção de figurinhas, um hobby que pode facilitar a conversa e a troca entre pais e filhos. 

“Uma outra boa dica é o quebra-cabeça, porque funciona com crianças muito pequenas e também com os mais velhos”, ressalta a psicóloga. Segunda ela, atividades fora de casa também são importantes, como bola, bicicleta, skate, pião, corda ou até mesmo um tempo no parquinho, por exemplo. “Empurrar o balanço, acompanhar a subida na gaiola gínica, conhecida como trepa-trepa, ou simplesmente observar a natureza são alguns dos exemplos do que pode ser feito no tempo ao ar livre com as crianças.” 

Também há a opção de jogar adivinhações - uma brincadeira rapidinha que pode ser feita em qualquer lugar: no engarrafamento, na hora da refeição ou na sala de espera do médico, por exemplo.

A psicóloga explica que brincar com os filhos é importante para a saúde física e mental dos adultos também. “Ao brincar com nossos filhos ou outras crianças, resgatamos parte da nossa história e da criança que fomos um dia.”

Outro ponto que a especialista cita como uma maneira significativa na aproximação com os pequenos é pela alimentação. Segundo ela, o ato de cozinhar e de se alimentar estabelece oportunidades de diálogo e de exploração – desde a textura, sabor, cor e aparência do alimento até o resultado final, de compartilhar a mesa.

“A relação do indivíduo – seja criança ou não – com a comida, vai além do simples ato de se alimentar. Esse é um dos motivos para levar os filhos para cozinha e tornar o vínculo afetivo ainda mais forte, uma vez que este momento está intrinsecamente associado ao carinho”, afirma Rita.

Por fim, a psicóloga reforça a relevância de trazer a brincadeira para cada atividade relacionada ao cuidado diário. Além de assegurar que deixem os tablets e celulares de lado e valorizem cada momento do cotidiano com os pais, Rita afirma que a criança cuidada por meio da brincadeira e do lazer é mais feliz, pois ela acaba descobrindo que a felicidade não é um destino, mas sim um caminho.


Fonte: Máquina Cohn & Wolfe

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Como pintar um cheiro?


Vi a frase “Como pintar um cheiro?” escrita em inglês em uma parede do bairro da Baixada do Glicério, em São Paulo, SP. Fiquei pensando como essa proposta de percepção de mundo nos ajudaria a construir uma sociedade melhor. Não se trata apenas de ver com outros olhos, mas de sentir com outros sentimentos.

E o que isso significa? Em primeiro lugar, em uma sociedade cada vez mais tecnológica, temos que abrir espaço para a emoção. Nada contra o mundo digital, muito pelo contrário, mas substituir avaliações qualitativas apenas pelas quantitativas está matando a possibilidade de realizar algo diferente.

Ver uma caixa inteira ultrapassa a soma das partes que a integram. Significa ver um novo organismo, que geralmente a estatística não contempla.

Em segundo lugar, há o estímulo à criatividade. Todos falam disso e se declaram a favor, mas, na prática... como dizem... a teoria é outra. Pensar fora da caixa é geralmente não olhar para a outra caixa, no lugar de encontrar naquela caixa o que outros não conseguem ver. E essa busca por uma nova forma de pensar pode não gerar a simpatia.

Todos dizem que é bonito, mas poucos incorporam ideias que podem, de fato, ser transformadoras.

É fácil criar o discurso da inovação e, literalmente, vende-lo no mundo digital. O difícil é pintar o cheiro. Isso significa pintar de um novo jeito e cheirar de uma outra maneira. Mexe com, no mínimo, esses dois sentidos. E outros também estão envolvidos. Essa é a mágica. Falar dela é obrigação. Praticá-la é desafio.



Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Falando sobre solidão

Por: Suely Barreto Litwinczuk - Psicóloga - membro da Comunidade Batista do Rio


A solidão quando se torna patológica, precisa de tratamento. A tendência ao isolamento torna as pessoas agressivas de difícil convivência, a solidão não nos permite um convívio social adequado. O solitário é um ser doente, que lança suas culpas e seus medos sobre os outros e teme encarar seu problema, pois isto implicaria em mudança.
O Senhor olha para mim! Tem pena de mim porque eu estou sozinho, sou pobre e fraco. O peso que há no meu coração fica maior a cada dia; por favor, livra-me dele, Tira-me das situações difíceis em que me encontro. Olha e vê minhas dores e meu sofrimento. Perdoa todos os meus pecados”.

“Não é bom que o homem esteja só”.

O ser humano foi criado como ser social, isto é, necessita do convívio com os de sua espécie. Deus nos fez assim e no gênesis fez a Declaração acima: “Não é bom que o homem esteja só”. Deus não nos fez para vivermos sozinhos, e a solidão causa uma sensação de desamparo, tristeza e desconforto. A pessoa solitária sofre, na medida em que não deseja a companhia dos outros, vive fechado em sua concha emocional, em sua caverna existencial, protegendo-se de suas fragilidades e emoções, com medo do confronto com a vida e com outras pessoas. Utiliza a solidão como defesa por que tem medo de se relacionar com os outros.

Existe uma solidão saudável, que é aquela em que nos retiramos do convívio social por algum tempo, para um encontro com Deus, como fez Jacó no vale de Jaboque: Ele fez passar seus servos, sua família e os animais e ficou só para encontrar-se com Deus e consigo mesmo. Este estar só leva o ser humano a olhar para dentro dele mesmo para conhecer-se melhor, para uma análise de sua vida, para estar cara a cara com Deus e de certa forma despir-se diante Dele. Poder falar com Deus de forma íntima, abrir seu coração, reconhecer suas mazelas, seus erros, fraquezas e pecados. Este estar a sós com Deus, faz com que o homem saia fortalecido do encontro, pois ali, será uma alma quebrantada, lutando para transformar sua vida. Jacó quando o anjo lhe perguntou o nome, respondeu: “Meu nome é enganador... mentiroso...” Mas a vida e o nome de Jacó saíram transformados, modificados neste encontro: “Já não te chamarás Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e saíste vitorioso”.E a Palavra nos diz lá em Gênesis que Jacó saiu mancando, mudou sua maneira de andar. (Gen.32:22-31)

Existe a solidão patológica, que é aquela em que as pessoas não querem ou não conseguem sair das suas cavernas ou conchas é a solidão existencial, pessoas fechadas em si mesmas, de mal com a vida e com o mundo, pessoas que têm medo de encarar uma mudança, preferem viver em mediocridade com o que conhecem, do que arriscar uma mudança. Willian James afirma que os “seres humanos podem mudar sua vida mudando suas atitudes”

Jung diz que nossos conflitos com outra pessoa são quase sempre projeções de conflitos que existem no interior da nossa própria personalidade. Muitas vezes, com medo do conflito, é que nos escondemos em nossas cavernas emocionais.

A solidão também é algo assustador, quando crianças, tememos ficar sós e choramos quando papai e mamãe se afastam de nós, quando nos tornamos adultos, a coisa não muda muito. A solidão é alguma coisa doída e muitas vezes o medo de ficar só tem levado pessoas a relacionamentos desastrosos e aí surge a pior das solidões: A solidão a dois! Ocorre quando marido e mulher estão juntos na mesma casa, as vezes na mesma cama, mas estão sós. Aliás, como diz Marcelo Aguiar, “A solidão não é a ausência física de uma companhia humana. Na verdade é a constatação da ausência de relações SIGNIFICATIVAS com outras pessoas”. Isto cria um vazio existencial.

Já a solidão do idoso ocorre, devido à sua intransigência de aceitar mudanças, devido a isto, torna-se resistente às novidades e se enclausura no seu passado, trazendo à mente suas memórias que lhe trazem prazer e não o intimidam. Muitos idosos tornam a televisão sua aliada de solidão.

Nossas igrejas deveriam atentar para estes problemas e desenvolver programas para a terceira idade, onde os idosos pudessem de certa forma recordar “seus tempos”, com músicas e cânticos de um passado não tão distante. Formar um grupo de pessoas dispostas a passear juntas, se reunirem para tomar um lanche uma vez por mês, uma classe para este grupo na escola dominical, que falassem de assuntos pertinentes às suas necessidades atuais, professores que falassem uma linguagem adequada para ministrar estudos bíblicos interessantes e dinâmicos, pois o idoso é como criança, tem um foco de atenção concentrada pequeno. O importante nesta fase da vida, é que o idoso não se isole e viva uma vida física e espiritual com qualidade.

É importante dizer, que a solidão quando se torna patológica, precisa de tratamento. A tendência ao isolamento torna as pessoas agressivas de difícil convivência, a solidão não nos permite um convívio social adequado. O solitário é um ser doente, que lança suas culpas e seus medos sobre os outros e teme encarar seu problema, pois isto implicaria em mudança.

O cristão não pode ser solitário, pois Jesus é o Emanuel, o Deus conosco, o crente nunca está sozinho,o desejo de se isolar, não é saudável. Quando Elias fugiu e se isolou na caverna, Deus lhe disse: “Sai da caverna!” Deus não nos fez para a solidão, pois afinal ele disse: “Não é bom que o homem esteja só!”.


Fonte: www.seminariodosul.com.br

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A Oração de Jabez



Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe deu o nome de Jabez, dizendo: “Com muitas dores o dei à luz”. Jabez orou a Deus de Israel: “Ah, abençoa-me e alarga as minhas fronteiras! Que a tua mão esteja comigo. Me livrando do mal”. E Deus atendeu ao pedido. 
I Crônicas 4. 1 -11

Que benção descobrir o impacto dessa maravilhosa oração na vida de Jabez, mas também em nossas vidas (na prática).

Essa oração não está relacionada a prosperidade financeira, poder ou qualquer coisa que esteja relacionada diretamente a você. Esse é o segredo. Em tempos que as pessoas buscam a Deus como “ferramenta” para alcançar seus objetivos pessoais e crescimento próprio, a Oração de Jabez nos coloca na contramão de tudo isso.

“Ah, me abençoes”
É  a conclamação para a benção de Deus em sua vida todos os dias. Mas não é você quem determinará qual benção irá receber. Até mesmo se você receber da parte de Deus um NÃO, entenderá que isso é a benção de Deus.

“Alarga as minhas fronteiras”
Estar debaixo da benção de Deus levará você a querer mais desse mesmo Deus e mostra-lo ao mundo, às pessoas. Você quer ser mais influente espiritualmente? Seu ministério voará? Portas se abrirão? Pra você? Pro seu ego?  NÃO! Mas sim para abençoar vidas e para que a Glória seja  sempre do nosso Deus. Você será como um imã atraindo pessoas e problemas. Não tenha medo. Essa é a vontade de Deus para que essas pessoas sejam abençoadas por Jesus.

“Que a Tua mão esteja comigo”
É o seu pedido diante da incapacidade de sozinho continuar à frente de desafios que o Senhor tem te dado. É a presença do Espírito Santo enchendo sua vida. Você sabe que não tem condições de falar ou fazer, mas faz movido pelo Espírito Santo, igual o que aconteceu com Pedro e aquele aleijado na Porta Formosa. É o reconhecimento que o poder e o operar não está em você, mas no Pai.

“Me livrando do mal”
É reconhecer sua finitude e fraqueza, evitando o confronto, já que tudo o que você tem feito é invadir o quintal do inimigo das nossas almas, trazendo vidas para a luz. Você atrairá ódio e será perseguido. Mas não temas, esse é o caminho certo. Essa é a vontade de Deus.

Uma vida pautada nos princípios dessa oração é uma vida de relacionamento pessoal e profundo com Deus, na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Suas prioridades mudarão. Sua mente mudará.

E sua igreja também, já que igreja “somos todos nós”


Por: Pr Lucas Ferreira - 1ª Igreja Batista em Batatais